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Q4068488 Medicina
Um paciente com HIV informa ao médico que não pretende comunicar o diagnóstico ao cônjuge. Nesse caso, a conduta ética correta é
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Gabarito: C

Fundamento decisivo: Paciente com HIV, recusa em informar o cônjuge e terceiro identificável potencialmente exposto configuram justa causa para quebra restrita do sigilo profissional, o que torna correta a alternativa C.

Tema central: Quebra de sigilo por justa causa
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque trata o sigilo como absoluto. A base afirma que, em paciente com HIV que se recusa a comunicar o cônjuge, existe justa causa para relativizar a confidencialidade em razão do risco relevante a terceiro identificável. Manter sigilo indefinidamente, nesse cenário, ignora essa exceção ética.
B
Errada
Está errada porque comunicar imediatamente a polícia não corresponde ao manejo ético descrito na base. O problema central é de sigilo profissional e proteção de terceiro exposto, não de acionamento policial. A medida eticamente admitida é quebra restrita do sigilo, com destinatário e extensão compatíveis com a proteção necessária.
C
Certa
A alternativa C está correta porque reconhece a exceção eticamente admitida ao dever de confidencialidade. Na situação descrita, o médico deve inicialmente tentar obter a comunicação voluntária pelo paciente, mas a recusa persistente diante de cônjuge potencialmente exposto afasta a ideia de sigilo absoluto. A quebra do sigilo, nesse contexto, é por justa causa, com finalidade específica de prevenir dano a terceiro identificável e limitada ao mínimo necessário, sem autorizar divulgação ampla.
D
Errada
Está errada porque amplia indevidamente a revelação. Mesmo quando há justa causa, a quebra do sigilo deve obedecer ao critério do mínimo necessário e se dirigir ao terceiro especificamente exposto, não aos familiares em geral. Divulgar a informação à família extrapola a finalidade protetiva e viola a confidencialidade além do permitido.
E
Errada
Está errada porque a recusa do paciente não autoriza omissão nem abandono da responsabilidade ética do médico. Encerrar o atendimento sem notificação mantém o terceiro identificável sob risco e deixa sem manejo o conflito entre confidencialidade e prevenção de dano, o que contraria a base.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre duas ideias erradas: considerar o sigilo médico absolutamente intocável ou, no extremo oposto, achar que a exceção autoriza divulgação ampla. O ponto correto é quebra por justa causa, de modo excepcional, proporcional e voltado à proteção do terceiro exposto.
Dica para questões semelhantes
  • Em ética médica, trate o sigilo como regra forte, mas verifique se o caso traz justa causa, dever legal ou consentimento escrito como exceção reconhecida.
  • Se houver terceiro identificável sob risco concreto, pense em relativização do sigilo com finalidade de proteção, não em confidencialidade absoluta.
  • Quando a quebra do sigilo for admitida, elimine alternativas que proponham divulgação ampla ou destinatário inadequado; a regra é mínimo necessário.
  • Em casos de HIV/IST com parceiro exposto, a base ética prioriza aconselhar o paciente a comunicar; persistindo recusa, admite-se quebra restrita do sigilo para proteger o terceiro.

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