A aptidão cardiorrespiratória (capacidade funcional) determ...
Gabarito comentado
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Tema central: O teste ergométrico (TE) é uma importante ferramenta diagnóstica e prognóstica na avaliação da doença arterial coronariana (DAC) e da aptidão cardiorrespiratória. Sua indicação correta depende da probabilidade pré-teste de DAC, conforme orientam as principais diretrizes cardiológicas.
Justificativa da alternativa correta (B):
A opção B) Pacientes com probabilidade pré‑teste intermediária para DAC têm indicação de realizar teste ergométrico está correta. Segundo a Diretriz Brasileira de Ergometria em População Adulta (2024), “o TE é mais útil no diagnóstico de DAC em indivíduos com probabilidade pré-teste intermediária (10%-90%)”, pois, nesse grupo, o resultado do teste altera efetivamente a condução clínica. Esta faixa compreende a maioria dos casos suspeitos ambulatoriais, especialmente adultos com fatores de risco cardiovascular e sintomas de angina atípica.
Reforçando, as diretrizes do Ministério da Saúde orientam que “a realização do exame diagnóstico é mais efetiva quando há probabilidade intermediária (16%-85%)”, pois reduz falsos positivos (baixa probabilidade) e negativos (alta probabilidade). O TE contribui para decisões terapêuticas e corretos encaminhamentos ao especialista, sendo padrão no acompanhamento clínico desses pacientes.
Análise crítica das alternativas incorretas:
A) TCE (Tronco de Coronária Esquerda) sintomático ou equivalente são contraindicações para TE, pois o exame pode precipitar eventos isquêmicos graves. Nestes casos, métodos invasivos (ex: cineangiocoronariografia) são indicados.
C) Bloqueio de ramo esquerdo gera alterações do segmento ST que impossibilitam interpretação confiável do TE para detecção de isquemia, tornando essa indicação inapropriada. Nestes pacientes, preferem-se testes de imagem funcional (cintilografia miocárdica, teste ergométrico com imagem).
D) Portador de marcapasso não deve realizar TE para diagnóstico de DAC, pois a modificação do traçado pelo marcapasso compromete a análise eletrocardiográfica. O exame pode ser usado apenas para avaliar resposta ao esforço, quando indicado pelo técnico responsável.
E) Síndrome de Wolf-Parkinson-White: O TE não é recomendado para isquemia nesse contexto, pois a via acessória altera o ECG e mascara sinais isquêmicos; pode, ainda, desencadear arritmias graves.
Dica para provas:
No estudo do TE, foque em contraindicações absolutas, indicações clássicas e limitações diagnósticas do ECG de base. Termos como “bloqueio de ramo esquerdo”, “marcapasso” e “via acessória” são clássicos de pegadinhas!
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