A abordagem diagnóstica da cardiomiopatia hipertrófica (CMH...

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Q3126362 Medicina
A abordagem diagnóstica da cardiomiopatia hipertrófica (CMH) implica o emprego de métodos de imagem para a identificação fenotípica. Observam‑se várias alterações do eletrocardiograma relacionadas à CMH. Considerando essas informações, assinale a alternativa correta, acerca da descrição das alterações eletrocardiográficas na CMH.
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Tema central: A questão aborda as alterações eletrocardiográficas típicas da cardiomiopatia hipertrófica (CMH), uma das cardiomiopatias mais prevalentes e principal causa de morte súbita em jovens atletas. Para o diagnóstico, além dos métodos de imagem, o ECG é fundamental para reconhecer padrões característicos dessa doença.

Justificativa da alternativa correta (A):
Segundo a "Diretriz sobre Diagnóstico e Tratamento da Cardiomiopatia Hipertrófica – 2024", alterações eletrocardiográficas comuns na CMH incluem ondas Q rápidas e profundas nas derivações inferiores (DII, DIII, aVF) ou precordiais, popularmente chamadas de “ondas Q em adaga”. Essas alterações ocorrem pelo engrossamento do septo interventricular, alterando o vetor de despolarização ventricular. Achados como essas ondas Q são observados em mais de 50% dos pacientes e ajudam no diagnóstico diferencial de CMH.

Análise das alternativas incorretas:

B) Desvio do eixo do QRS para a direita: Incorreto. O mais característico é o eixo para a esquerda, por hipertrofia do ventrículo esquerdo. O desvio para a direita é atípico na CMH.

C) Onda P sem alterações: Errado. Não é incomum encontrar alterações na onda P, como entalhamento ou aumento, consequência de sobrecarga atrial esquerda pela dificuldade de enchimento causada pela hipertrofia.

D) Ondas T positivas profundas nas derivações laterais: Equívoco. Na CMH, espera-se inversão (negatividade) de ondas T principalmente nas derivações laterais (V5, V6, DI, aVL), o chamado padrão de repolarização anormal.

E) Intervalo QTc > 350 ms é mais comum e reflete ausência de hipertrofia: Incorreto. O QTc pode variar, mas sua relação direta com ausência de hipertrofia é falsa e não representa critério diagnóstico.

Estratégias para provas: Atenção a termos como “ondas Q rápidas e profundas”, “inversão da onda T”, “sobrecarga atrial esquerda” e “eixo do QRS”. Evite interpretações superficiais, valide sempre com diretrizes e lembre-se dos fenômenos fisiopatológicos envolvidos.

Além disso, os protocolos atuais da Sociedade Brasileira de Cardiologia e de guidelines internacionais reafirmam esses achados clássicos. Como afirma a diretriz citada: “ondas Q profundas nas derivações inferolaterais” são marcadores relevantes de CMH (Seção Alterações Eletrocardiográficas).

Resumo: A alternativa A traduz com precisão o mais típico achado eletrocardiográfico da CMH. Saber reconhecer esses padrões é decisivo na prática clínica e em provas de residência!

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