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Q3126357 Medicina
O uso do escore de cálcio coronário, atualmente, é considerado um método importante na avaliação dos pacientes. De acordo com o emprego do escore de cálcio coronariano, conforme diferentes cenários clínicos, assinale a alternativa adequada em relação à utilização do escore de cálcio na prática clínica.  
Alternativas

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Tema central: O escore de cálcio coronário (CAC) é obtido por tomografia sem contraste e quantifica a carga de aterosclerose calcificada. É um marcador de risco cardiovascular, útil para prevenção, mas não avalia estenose luminal e não detecta placa não calcificada. Logo, não é exame para investigar dor torácica.

Alternativa correta: A – Reestratificação de risco em assintomáticos com risco clínico intermediário. Nessa situação, o CAC refina a decisão sobre estatinas: CAC=0 pode permitir adiar estatina (exceto em diabéticos, tabagistas, história familiar forte), CAC 1–99 favorece estatina (especialmente >55 anos) e CAC ≥100 ou ≥p75 indica fortemente estatina. Baseado em diretrizes ACC/AHA 2018–2019 e SBC 2022 de prevenção cardiovascular; também alinhado ao UpToDate e Harrison.

Por que as outras estão erradas?

B – Sintomáticos com diabetes/síndrome metabólica e risco alto: já são de alto/altíssimo risco; a conduta preventiva (estatinas intensas, controle agressivo) não depende do CAC. Em presença de sintomas, o exame indicado é angio-TC coronária ou teste funcional, não CAC. Referência: AHA/ACC Chest Pain 2021; SBC 2021/2022.

C – Uso em DAC obstrutiva conhecida: o CAC não muda o manejo, pois não informa grau de estenose nem isquemia; há “teto” de calcificação nessas situações. O seguimento deve ser guiado por sintomas/isquemia. Diretrizes ACC/AHA e SBC não recomendam CAC para essa finalidade.

D – “Afastar” estenose significativa em angina estável: pegadinha. O CAC não exclui estenose (pode haver placa não calcificada) e calcificação não equivale a obstrução. Para avaliação anatômica, usa-se angio-TC de coronárias. Evidência: AHA/ACC Chest Pain 2021.

E – Sintomáticos com HF heterozigótica: pacientes com HF são de altíssimo risco por definição; o tratamento intensivo é indicado independentemente do CAC. Em sintomáticos, a via correta é teste anatômico/funcional, não CAC. Diretrizes ESC 2019 de dislipidemias e SBC 2022 corroboram.

Dica para prova: identifique as palavras-chave: assintomático + risco intermediário → use CAC. Se houver sintomas ou risco alto/HF/DM, o CAC raramente muda conduta; prefira investigação funcional/anatômica. Lembre as exceções ao “CAC=0”: DM, tabagismo, história familiar forte, HF.

Referências sucintas: ACC/AHA 2018/2019 Prevention; AHA/ACC Chest Pain 2021; SBC Diretriz de Prevenção 2022; ESC Dyslipidaemias 2019; UpToDate; Harrison’s.

Gabarito: A

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