Sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), psicopatologi...
Gabarito comentado
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Alternativa correta: D
Tema central da questão: A questão aborda o Transtorno do Espectro Autista (TEA), enfatizando sua conceituação, classificação e diagnóstico, assuntos essenciais para concursos públicos na área de Psicologia. É fundamental conhecer a definição de TEA e as alterações trazidas pelas novas classificações internacionais, como o DSM-5 (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais – 5ª edição) e a CID-11 (Classificação Internacional de Doenças).
Resumo teórico: O TEA engloba uma série de condições caracterizadas por dificuldades na comunicação social, linguagem e comportamento, incluindo padrões repetitivos e interesses restritos. A partir do DSM-5 (2013), houve uma unificação dos antigos diagnósticos como: transtorno autista, transtorno de Asperger, transtorno desintegrativo da infância e transtorno global do desenvolvimento sem outra especificação (TGD-SOE) em uma única categoria: o Transtorno do Espectro Autista. Essa atualização foi feita para refletir melhor as diferenças de gravidade e de necessidades de apoio (níveis 1, 2 e 3) entre os casos. Referência: DSM-5, APA, 2014.
Justificativa da alternativa D:
A alternativa D está correta porque reconhece que o TEA passou a englobar, na classificação atual, os antigos diagnósticos separados, como transtorno de Asperger, transtorno desintegrativo da infância e TGD-SOE. Essa mudança tornouse fundamental para a compreensão moderna do espectro autista e é respaldada tanto pelo DSM-5 quanto pela CID-11, facilitando o diagnóstico e a abordagem terapêutica. Fonte: DSM-5, CID-11.
Análise das alternativas incorretas:
A) Errada. O nível 3 de gravidade do TEA indica necessidade muito substancial de apoio, com déficits severos de comunicação social e prejuízos graves mesmo na presença de apoio. Não se trata apenas de “prejuízos notáveis”, mas de limitações acentuadas, o que a alternativa minimiza. (DSM-5, 2014)
B) Errada. Uma das marcas do TEA é justamente a comunicação não verbal anormal (como contato visual reduzido, gestos limitados, expressões faciais incomuns). Portanto, dizer que “não costuma estar associado a comunicação não verbal anormal” está incorreto.
C) Errada. O prejuízo em habilidades sociais e comunicacionais em crianças com TEA é evidente desde cedo e muitas vezes já afeta a aprendizagem no início do desenvolvimento, não apenas em idades avançadas. A alternativa sugere um impacto tardio, o que não condiz com o conhecimento científico atual.
Estratégia para interpretação:
Ao resolver questões sobre classificações diagnósticas, busque sempre as atualizações mais recentes dos manuais (DSM, CID). Palavras que minimizam ou generalizam sintomas (“não costuma”, “apenas notável”) geralmente representam pegadinhas. Atenção redobrada às alternativas que citam mudanças de nomenclatura ou englobam categorias, pois costumam exigir conhecimento atualizado.
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