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Q195949 Português

TEXTO 2 – NÃO APELE PARA A AUTOMEDICAÇÃO

Superinteressante, Nov. 2010

     Diante de uma dor de cabeça alucinante ou de uma queimação no estômago depois do jantar, bate um ímpeto de correr à farmácia e liquidar o mal-estar por conta própria. Ou então, ao acordar com dor de garganta, a saída mais fácil parece ser usar aquele antibiótico receitado para outra pessoa, em outra ocasião. Tentações assim são perigosas, especialmente para quem se automedica com frequência. Para início de conversa, é muito difícil acertar em cheio no tipo de droga, na dose e no tempo de tratamento necessários para resolver um problema de saúde, principalmente uma infecção. A probabilidade de o micro-organismo envolvido na história se tornar resistente e contra-atacar é enorme. Pior: algumas substâncias, à medida que se acumulam no organismo, sobrecarregam órgãos vitais, como rins e fígado. Outras têm o poder de anular ou potencializar os efeitos de medicamentos associados a elas. No último caso, sintomas como sonolência, tontura, enjoo e falta de concentração podem perturbar o sujeito e até desencadear quadros mais graves. Não arrisque sua saú- de! Ouça um profissional antes de engolir qualquer remédio ou até mesmo um suplemento. Só eles conhecem as peculiaridades de cada substância e são capazes de prescrevê-las, garantindo a sua segurança. Você não vai querer arrumar outra dor de cabeça, vai?

O texto é predominantemente expresso em língua culta, mas, em algumas passagens, aparece uma marca de linguagem coloquial. A alternativa em que uma dessas passagens aparece é:
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: E

Fundamento decisivo: O comando pede a identificação de uma marca de linguagem coloquial em texto predominantemente culto. Pela base, o ponto decisivo é o trecho “No último caso, sintomas como sonolência, tontura, enjoo e falta de concentração podem perturbar o sujeito e até desencadear quadros mais graves.”, em que o gabarito oficial localiza o traço de menor formalidade relativa no item lexical “enjoo”.

Tema central: Variação de registro
Análise das alternativas
A
Errada
“Não arrisque sua saúde!” é uma formulação injuntiva dirigida ao leitor, mas isso não basta para caracterizar linguagem coloquial. Em texto de orientação, o imperativo é plenamente compatível com registro culto. O erro da alternativa é confundir interlocução direta com coloquialidade.
B
Errada
“Ouça um profissional antes de engolir qualquer remédio ou até mesmo um suplemento.” mantém estrutura padrão e vocabulário compatível com texto informativo monitorado. O fato de haver imperativo e verbo de uso comum não cria, por si só, marca de coloquialidade no contexto.
C
Errada
“Outras têm o poder de anular ou potencializar os efeitos de medicamentos associados a elas.” apresenta léxico técnico-informativo e registro expositivo formal, especialmente em “potencializar” e “medicamentos associados”. Não há traço concreto de oralidade ou escolha vocabular mais corrente que a destaque como coloquial.
D
Errada
“Só eles conhecem as peculiaridades de cada substância e são capazes de prescrevê-las, garantindo a sua segurança.” conserva construção sintática elaborada e vocabulário formal, como “peculiaridades”, “substância” e “prescrevê-las”. A presença de “só” não é suficiente, neste contexto, para deslocar o trecho para a linguagem coloquial.
E
Certa
A alternativa E é a correta porque, entre as opções, é a única que reproduz o trecho apontado pela base como portador do traço de coloquialidade relativa. As demais alternativas apresentam formulações compatíveis com registro culto e não oferecem, no recorte dado, a mesma marca lexical indicada no gabarito oficial. Assim, a resposta se apoia na escolha vocabular, e não em erro gramatical ou em construção sintática inadequada.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre tom direto ao leitor e linguagem coloquial: imperativo e apelo ao interlocutor aparecem em registro culto; aqui, o gabarito oficial se sustenta por um traço lexical sutil, não pela forma verbal nem pela estrutura da frase.
Dica para questões semelhantes
  • Se o enunciado cobrar registro, não procure erro gramatical; compare o grau de formalidade das palavras usadas.
  • Imperativo e interlocução direta podem aparecer em texto culto; isso, sozinho, não prova coloquialidade.
  • Em textos predominantemente formais, a marca coloquial pode estar concentrada em um único item lexical.
  • Quando duas alternativas parecem corretas pelo tom, priorize a que traz diferença concreta de vocabulário em relação ao restante do texto.

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Comentários

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Resposta correta letra E

Gabarito: E

"...podem pertubar o sujeito..." frase mais próxima do nosso cotidiano. Lembrando que coloquialidade não se refere a apenas uso de gírias mas também uso de expressões mais pobres e ausência de riqueza vocabular.

Isso é só a opinião da banca, não tem respaldo nenhum.

...mas em algumas passagens..., na pergunta

Não vejo marca de uso coloquial da língua no enunciado da alternativa E.

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