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Q3876498 Enologia
A utilização do sacarímetro de Babo é uma prática tradicional em vinícolas para estimar o teor de açúcar e o potencial alcoólico. Contudo, essa medida baseia-se na densidade relativa e é influenciada pelo chamado "extrato não açúcar". Acerca da interpretação dos Graus Babo e sua conversão, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:

(__) O Grau Babo indica a porcentagem em peso de açúcar no mosto, assumindo que 1 Grau Babo equivale a 10 gramas de açúcar por quilograma de mosto.
(__) Para a estimativa do teor alcoólico provável, subtrai-se geralmente um valor fixo (em torno de 4) da leitura de Babo para compensar os sólidos não fermentescíveis.
(__) Leituras de Babo feitas em mostos provenientes de uvas atacadas por Botrytis cinerea superestimam o teor de açúcar real devido à presença de glicerol e ácido glucônico.
(__) A correção da temperatura é desnecessária em leituras de densidade via Babo, pois o instrumento é calibrado com flutuadores de quartzo insensíveis à dilatação térmica.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo:
Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: A questão se decide pela leitura técnica dos itens 1, 3 e 4: Grau Babo corresponde a açúcar em peso no mosto; Botrytis cinerea pode elevar a leitura por glicerol e ácido glucônico; e o mostímetro exige correção de temperatura. Isso elimina as alternativas que contrariem esses pontos.

Tema central: Grau Babo e correções
Análise das alternativas
A
Errada
Incorreta porque marca como falsa a 1ª assertiva, embora a definição técnica de Grau Babo seja justamente porcentagem de açúcar em peso, e marca como verdadeira a 4ª, embora a leitura densimétrica exija correção de temperatura. Também erra a 3ª ao negá-la, apesar da interferência de Botrytis por glicerol e ácido glucônico.
B
Certa
A alternativa B está correta porque a 1ª assertiva é verdadeira: Grau Babo expressa porcentagem de açúcar em peso no mosto, sendo 1° Babo = 10 g de açúcar por kg de mosto. A 2ª também é aceita como verdadeira no contexto da questão, por representar uma regra prática de estimativa do álcool provável com compensação do extrato não açúcar. A 3ª é verdadeira porque Botrytis cinerea aumenta componentes como glicerol e ácido glucônico, podendo superestimar a leitura. A 4ª é falsa porque a leitura do mostímetro depende da temperatura e exige correção.
C
Errada
Incorreta porque só diverge da correta na 2ª assertiva e a trata como falsa. Pela base adotada na questão, essa 2ª deve ser aceita como verdadeira enquanto regra prática aproximada de compensação do extrato não açúcar; não é fórmula analítica universal, mas é compatível com o gabarito oficial.
D
Errada
Incorreta porque torna falsa a 1ª assertiva, contrariando a definição operacional de 1° Babo, e torna verdadeira a 4ª, contrariando a necessidade de ajuste térmico nas leituras do mostímetro. Esses dois pontos já eliminam a alternativa.
Pegadinha da questão
A confusão estava em tratar a leitura densimétrica como se medisse só açúcar e em ignorar a correção térmica do mostímetro.
Dica para questões semelhantes
  • Em questões sobre Grau Babo, identifique se o enunciado fala em açúcar em peso no mosto ou em sólidos solúveis totais; isso evita confundir Babo com Brix.
  • Se a medição for densimétrica, verifique sempre dois filtros: influência do extrato não açúcar e necessidade de correção pela temperatura de calibração.
  • Quando aparecer Botrytis cinerea em contexto analítico do mosto, considere que componentes não fermentescíveis podem aumentar a densidade e inflar a leitura de açúcar.
  • Se a assertiva usar expressões como 'geralmente' e 'em torno de', trate a fórmula como regra prática aproximada, não como relação oficial única.

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