“Os remédios objetivavam mais a sintomatologia que a eti...

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Q195865 Português
REMÉDIOS
Dicionário histórico – Brasil. Ângela Vianna Botelho e Liana Maria Reis

As drogas medicinais ou “drogas da virtude”, prescritas pelos físicos, odontólogos e médicos homeopatas ou alopatas eram manipuladas por boticários, que importavam remédios europeus e usavam produtos nativos em sua formulação. Os remédios objetivavam muito mais a sintomatologia que a etiologia. A partir de 1837, houve adoção oficial do “Codex medicamentarius gallicus”, que vigorou no Brasil até 1926. Muitas vezes, entretanto, a população recorria à obra Medicina Doméstica, de Buchan, e, posteriormente, à de Chernoviz, bem como à homeopatia de Hahnemann, acabando por se automedicar. As drogas medicinais mais receitadas continuaram a ser o mercúrio, a quina e os vomitivos, purgativos, diuréticos e sudoríficos, muitas vezes extraídos das plantas e raízes nativas, de comprovada eficácia. Eram também muito utilizados os emplastros, fricções e escalda-pés. Aplicações de ventosas, sangrias e sanguessugas eram comumente receitadas, sendo que os banhos de mar e termais passaram a ser prescritos principalmente para infecções cutâneas.
“Os remédios objetivavam mais a sintomatologia que a etiologia.".
Com esse trecho, os autores quiseram informar que os remédios:
Alternativas

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: "Os remédios objetivavam mais a sintomatologia que a etiologia." A oposição semântica entre "sintomatologia" e "etiologia" indica foco maior nos sintomas do que nas causas da doença; por isso, a alternativa correta é a que preserva essa equivalência semântica contextual.

Tema central: equivalência semântica contextual
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque reescreve com fidelidade a oposição central do trecho: os remédios tratavam prioritariamente os sintomas, e não as causas das doenças. Ela mantém os dois polos semânticos do enunciado — "sintomatologia" e "etiologia" — sem acrescentar exclusões, finalidades ou distinções que o texto não apresenta.
B
Errada
A alternativa troca a oposição original "sintomas x causas" por "efeitos visíveis x efeitos internos". Essa distinção não aparece no trecho. O texto não limita os sintomas ao que é visível nem contrapõe visível a interno; portanto, há distorção semântica.
C
Errada
A alternativa é excluída por dois desvios. Primeiro, introduz exclusividade com "somente", mas o trecho traz comparação de predominância em "mais... que...", não exclusão total. Segundo, reduz "sintomatologia" a "dor", o que estreita indevidamente o sentido, já que o texto se refere a sintomas em geral, não a um sintoma específico.
D
Errada
A alternativa desloca o sentido para uma oposição entre sintomas relatados pelos doentes e pesquisa médica. Essa relação não está no trecho destacado. O enunciado contrapõe apenas sintomas e causas da doença; logo, a alternativa faz extrapolação sem base textual.
E
Errada
A alternativa acrescenta uma finalidade de "rápida volta ao trabalho", inexistente no texto, e substitui a oposição semântica original por outra que não foi enunciada. O trecho fala do foco terapêutico em sintomas versus causas, não de motivação socioeconômica do tratamento.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre paráfrase fiel e interpretação livre: as alternativas erradas parecem plausíveis, mas acrescentam conteúdos não ditos no trecho. Também há armadilha em ler "mais... que..." como exclusão absoluta, quando o texto indica apenas predominância.
Dica para questões semelhantes
  • Identifique os termos centrais da oposição do trecho e verifique se a alternativa preserva exatamente esses dois sentidos.
  • Em estruturas como "mais... que...", confirme se a alternativa mantém ideia de predominância, e não de exclusão total.
  • Elimine opções que trocam a oposição original por outra parecida, mas não textual.
  • Desconfie de alternativas que acrescentam finalidade, causa ou restrição não expressa no enunciado.

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Gabarito: A, para não assinantes!

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