Paciente do sexo feminino, 75 anos, apresenta infecçã...

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Ano: 2012 Banca: UFPB Órgão: UFPB Prova: UFPB - 2012 - UFPB - Médico - Infectologista |
Q378176 Medicina
Paciente do sexo feminino, 75 anos, apresenta infecção urinária de repetição. Na última semana, vem apresentando febre, calafrios, dor lombar, astenia e anorexia. Iniciou tratamento empírico para UTI com ampicilina/sulbactam, após coleta de urocultura. Continuou evoluindo com piora do quadro, necessitando de internação hospitalar por apresentar os seguintes sinais e sintomas: desorientação, febre (T=390 C); PA=80X50mmHg frequência cardíaca de 110bpm; frequência respiratoria de 30 IRPM; e leucograma de 16.000cel/mm3 com 45% de bastonetes. Resultado da urocultura com crescimento de E. COLI acima de 500.000 colônias produtora de ESBL (betalactamase de espectro estendido). Foi inicialmente atendida na emergência do hospital “A”, e, após avaliação do médico, foi encaminhada ao hospital terciário “B”, distante 120km do primeiro. Pela dificuldade de acesso venoso e para não perder mais tempo, a paciente foi transferida sem expansão volumétrica. Considerando esse caso, julgue as assertivas abaixo:

A paciente apresenta quadro definido como sirs, devendo ser rapidamente encaminhada à unidade de terapia intensiva (UTI) mais próxima, portanto, a atitude do plantonista do hospital “A” foi correta.
Alternativas

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A alternativa correta para o enunciado da questão é: E - errado.

O tema central da questão é a avaliação e manejo adequado de um quadro de infecção urinária complicada em um paciente idoso, que evoluiu para sepse. Para resolver essa questão, é necessário compreender conceitos de sepse, SIRS (Síndrome da Resposta Inflamatória Sistêmica), e o manejo inicial de urgências infecciosas.

A justificativa para a resposta correta:

A paciente apresentou sinais de uma possível sepse, não apenas uma SIRS. Isso é evidenciado pela combinação de hipotensão (PA=80x50 mmHg), taquicardia (110 bpm), taquipneia (30 IRPM), febre (T=39°C) e leucocitose com desvio à esquerda (45% de bastonetes). Esses sinais apontam para uma resposta sistêmica a uma infecção, neste caso causada por E. coli produtora de ESBL, que é resistente a muitos antibióticos comuns.

O manejo adequado de um paciente com suspeita de sepse inclui, de forma urgente, a expansão volêmica para corrigir a hipotensão e melhorar a perfusão tecidual. A decisão de transferir a paciente sem expansão volumétrica foi inadequada, pois poderia agravar seu estado hemodinâmico durante o transporte.

Portanto, a atitude do plantonista do hospital “A” foi incorreta ao não iniciar a expansão volêmica antes da transferência. A prioridade deveria ter sido estabilizar a paciente o máximo possível antes de movê-la.

Por que a alternativa "C - certo" está incorreta:

Ela sugere que a decisão de transferir a paciente sem medidas adequadas de estabilização foi correta. No entanto, em casos de suspeita de sepse, o tratamento rápido e adequado, incluindo a administração de fluidos, é crítico. A transferência sem estabilização inicial coloca a paciente em risco maior durante o transporte.

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