Um paciente de 58 anos, diabético tipo 2 e hipertenso, apre...

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Q4036799 Medicina
Um paciente de 58 anos, diabético tipo 2 e hipertenso, apresenta LDL-colesterol de 145 mgdL, HDL 35 mgdL e Triglicérides 180 mgdL. Ele não possui histórico de eventos cardiovasculares prévios (infarto ou AVC). De acordo com a Diretriz Brasileira de Dislipidemias, como deve ser estratificado o risco cardiovascular deste paciente e qual a meta terapêutica de LDL-c a ser alcançada?
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: Pela Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose – 2025, DM2 em homem com mais de 50 anos classifica o paciente como risco cardiovascular alto; no caso, homem de 58 anos com DM2 e sem evento cardiovascular prévio, portanto a meta de LDL-c é < 70 mg/dL.

Tema central: Risco cardiovascular no DM2
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque rebaixa indevidamente o paciente para risco intermediário. Pela diretriz brasileira, DM2 em homem >50 anos já basta para risco alto. Como a estratificação está errada, a meta de LDL-c <100 mg/dL também fica errada, pois essa é meta de risco intermediário, não deste caso.
B
Errada
Está errada porque baixo risco é incompatível com os achados do enunciado. A presença de DM2, somada à idade de 58 anos no homem, já afasta baixo risco segundo a diretriz utilizada na base. Além disso, a meta de LDL-c <130 mg/dL não corresponde ao estrato definido para esse paciente.
C
Errada
Está errada porque muito alto risco exige critérios mais intensos do que os fornecidos no enunciado. A base é explícita ao dizer que ausência de evento cardiovascular prévio afasta a leitura mais direta de muito alto risco nesta questão, e não foram descritos aterosclerose manifesta, aterosclerose subclínica relevante, DRC, lesão de órgão-alvo ou outro dado que sustente esse escalonamento. Por isso, a meta <50 mg/dL não se aplica aqui.
D
Certa
A alternativa D é a única compatível com o critério diretriz-dependente decisivo da questão. O dado que define o estrato não é o LDL basal de 145 mg/dL nem a ausência de infarto/AVC, e sim o fato de ser homem, 58 anos, com diabetes mellitus tipo 2. Pela diretriz brasileira citada na base, esse perfil já configura risco alto. Para esse estrato, a meta terapêutica primária de LDL-c é < 70 mg/dL.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre 'não teve infarto ou AVC' e 'não é alto risco'. Nesta diretriz, o critério decisivo já é o DM2 em homem com mais de 50 anos, independentemente de evento prévio.
Dica para questões semelhantes
  • Em questões de dislipidemia, primeiro identifique se a estratificação depende de diretriz; aqui, o critério-chave foi DM2 em homem >50 anos.
  • Não use o valor isolado do LDL para definir o estrato de risco; ele serve para comparar com a meta do estrato, não para criar o estrato.
  • Ausência de evento cardiovascular prévio não reduz automaticamente um diabético para risco intermediário.
  • Só marque muito alto risco quando o enunciado trouxer critérios adicionais claros; múltiplos fatores de risco isolados não bastam nesta base.

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