Uma paciente de 68 anos, caucasiana, realiza densitometria ...

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Q4036794 Medicina
Uma paciente de 68 anos, caucasiana, realiza densitometria óssea (DXA) de rotina. O laudo apresenta T-score de -2,8 na coluna lombar (L1-L4) e -1,9 no colo do fêmur. Ela não possui histórico de fraturas prévias. Com base nos critérios da Organização Mundial da Saúde (OMS) e nas diretrizes de tratamento, assinale a alternativa correta. 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: Pelos critérios densitométricos da OMS em mulheres pós-menopausa, o menor T-score válido define a categoria diagnóstica; como a coluna lombar tem T-score de -2,8 e não há fratura prévia, trata-se de osteoporose, e não de osteoporose grave/estabelecida, o que sustenta o gabarito B.

Tema central: Classificação densitométrica da osteoporose
Análise das alternativas
A
Errada
Está incorreta por dois motivos técnicos. Primeiro, osteoporose grave/estabelecida exige osteoporose densitométrica associada a fratura por fragilidade; como não há fratura prévia, essa subclassificação está excluída. Segundo, a teriparatida não é exigência imediata definida apenas por T-score de -2,8 sem fratura.
B
Certa
A alternativa B aplica corretamente o critério diagnóstico: basta um sítio válido com T-score menor ou igual a -2,5 para definir osteoporose em mulher pós-menopausa. O valor de -2,8 na coluna lombar fecha esse diagnóstico, mesmo com o colo do fêmur em faixa de osteopenia. Nessa situação, a base da questão sustenta indicação de tratamento farmacológico antiosteoporótico, com bisfosfonatos como exemplo apropriado, associado à adequação de cálcio e vitamina D como suporte.
C
Errada
A discordância entre coluna e colo do fêmur não torna o exame inconclusivo. O critério médico é usar o menor T-score válido para classificar, e a coluna já preenche osteoporose. Portanto, não há necessidade de repetir o exame em 6 meses para decidir o diagnóstico nem para postergar o início de tratamento.
D
Errada
A alternativa erra ao considerar apenas o colo do fêmur. O diagnóstico densitométrico não é definido pelo sítio menos alterado, mas pelo menor T-score entre os sítios válidos avaliados. Como a coluna lombar está em -2,8, o quadro é osteoporose, não osteopenia. Por isso, restringir a conduta a estilo de vida e cálcio subtrata uma paciente com critério densitométrico claro para terapia farmacológica.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre sítios da DXA: o colo do fêmur está em osteopenia, mas isso não anula o diagnóstico de osteoporose dado pelo T-score de -2,8 na coluna; também testa se o candidato sabe que osteoporose grave exige fratura por fragilidade.
Dica para questões semelhantes
  • Em mulher pós-menopausa, classifique pela menor medida válida de T-score entre os sítios apropriados, não por um único local isolado.
  • T-score menor ou igual a -2,5 define osteoporose; para chamar de osteoporose grave/estabelecida, é preciso haver fratura por fragilidade associada.
  • Discordância entre coluna e fêmur não invalida automaticamente a DXA; ela não impede o diagnóstico quando um sítio já preenche critério.
  • Em osteoporose densitométrica, cálcio e vitamina D são adjuvantes e não substituem o tratamento antiosteoporótico farmacológico.

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