"Canudos, velha fazenda de gado à beira do
Vaza-Barris, era, em 1890, uma tapera de cerca de
cinqüenta capuabas de pau-a-pique. Já em 1876,
segundo o testemunho de um sacerdote, que ali fora,
como tantos outros, e nomeadamente o vigário de
Cumbe, em visita espiritual às gentes de todo despeadas
da terra, lá se aglomerava, agregada à fazenda então
ainda florescente, população suspeita e ociosa, "armada
até aos dentes" e "cuja ocupação, quase exclusiva,
consistia em beber aguardente e pitar uns esquisitos
cachimbos de barro em canudos de metro de extensão" ,
de tubos naturalmente fornecidos pelas solanáceas
(canudos-de-pito), vicejantes em grande cópia à beira do
rio".
Fonte: CUNHA, E. Os Sertões.
v. 1. São Paulo: Editora Brasiliana, 1905, p. 70.