“Entendi que você está passando por um problema de
relacionamento. Tenho habilidades muito poderosas que posso
te ensinar. Mas você precisa estar disposto a aceitar 100% da
sua responsabilidade pela mudança.” Essa fala talvez lembre
uma sessão de terapia, mas, nesse caso, quem deu o conselho
foi o Woebot, um chatbot terapêutico no qual o sofá do psiquiatra foi substituído pela tela do smartphone. O aplicativo se
define como um terapeuta automatizado para os usuários que
não podem se consultar com um profissional de verdade, seja
por uma impossibilidade logística ou por dificuldade financeira.
A demanda por terapeutas não para de crescer. Durante a
pandemia, cerca de 4 em cada 10 adultos nos Estados Unidos
relataram ter tido sintomas de ansiedade ou depressão, de
acordo com a Fundação Kaiser Family. Em paralelo, o governo
federal americano tem alertado a respeito da grave escassez de
terapeutas e psiquiatras. Segundo a ONG MentalHealthAmerica,
quase 60% daqueles com doenças mentais não receberam tratamento no último ano.
A Woebot Health diz que a pandemia aumentou a
demanda por seus serviços. O número de usuários diários do
aplicativo dobrou e agora está na casa das dezenas de
milhares, disse a presidente e fundadora da empresa, Alison
Darcy, que é psicóloga.
“Se pudermos oferecer algumas das coisas que um ser
humano oferece, então nós poderemos de fato criar algo
que seja verdadeiramente ajustável, e tenha a capacidade
de reduzir a incidência de sofrimento na população”, disse
Alison.
(Por ‘Redação O Sul’. Saúde. Acesso em: 01/08/2021. Adaptado.)
No trecho “Tenho habilidades muito poderosas [...]” (1º§),
o verbo que exige o mesmo tipo de complemento que o
destacado está empregado em: