Paciente Masculino, atleta, 36 anos, negro, na emergência, ...

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Q1245504 Medicina
Paciente Masculino, atleta, 36 anos, negro, na emergência, relata que durante um torneio de judô, há cerca de 30 minutos, iniciou quadro de angina. Diz que parou a luta e que vomitou. Ao exame, sem congestão pulmonar. Pressão arterial de 85 x 45 mmHg e frequência cardíaca de 44 bpm. Qual seria a melhor conduta para esse caso?
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Tema central: A questão gira em torno do manejo de paciente com sintomas anginosos, hipotensão grave e bradicardia súbita no contexto de exercício físico intenso, cenário sugestivo de choque cardiogênico decorrente de evento coronariano agudo.

Justificativa da alternativa correta (C): O paciente apresenta angina intensa, pressão arterial 85 x 45 mmHg e frequência cardíaca de 44 bpm. Isso caracteriza instabilidade hemodinâmica compatível com choque cardiogênico – situação crítica em que há insuficiente perfusão sistêmica pelo comprometimento da função cardíaca.

Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) de Síndromes Coronarianas Agudas, Ministério da Saúde, p. 43: “O choque cardiogênico é uma complicação grave das síndromes coronarianas agudas, caracterizado por hipotensão persistente (PAS < 90 mmHg) e sinais de hipoperfusão tecidual. O manejo inclui suporte com agentes inotrópicos e vasopressores...”

Portanto, a conduta imediata envolve iniciar manejo para choque cardiogênico e já coletar enzimas cardíacas para confirmação diagnóstica. Adiar o tratamento pode ser fatal.

Análise crítica das demais alternativas:

  • A) Incompleta: ECG e AAS são importantes em síndromes coronarianas, porém não tratam a instabilidade hemodinâmica grave.
  • B) Errada: Nitroglicerina é contraindicada em hipotensão significativa (pode agravar o choque).
  • D) Inadequada: AAS e clopidogrel sem abordar o choque deixa de tratar a urgência vital.
  • E) Parcialmente correta, pois cita dopamina (agente positivo para choque), mas não inclui coleta de enzimas que é essencial para diagnóstico e monitorização.

Dicas de leitura e interpretação: Atenção às pistas clínicas-chave (hipotensão e bradicardia em contexto de angina no atleta) – situações de instabilidade sempre requerem ação prioritária sobre o suporte vital! Evite priorizar terapias antiagregantes ou vasodilatadores sem antes garantir estabilidade hemodinâmica.

Resumo: A alternativa C é a única que aborda corretamente a prioridade do caso: tratar agressivamente o choque cardiogênico enquanto se faz o diagnóstico, salvando vidas conforme diretrizes da SBC e do MS.

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Comentários

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A melhor conduta para esse paciente seria a alternativa C - coletar enzimas cardíacas e iniciar manejo para choque cardiogênico. A história do paciente sugere fortemente uma síndrome coronariana aguda, com início súbito de dor torácica durante atividade física e agora, em repouso, apresenta hipotensão e bradicardia, sinais de possível choque cardiogênico. A realização do eletrocardiograma e a administração de AAS ou nitroglicerina podem ser importantes, mas a prioridade nesse momento é coletar as enzimas cardíacas para confirmar o diagnóstico e iniciar o manejo apropriado, que pode incluir oxigenoterapia, medidas para aumentar a pressão arterial e frequência cardíaca, anticoagulação e angioplastia coronariana se indicado.

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