Homem, 50 anos, deu entrada na emergência com dor torácica ...

Próximas questões
Com base no mesmo assunto
Q1245501 Medicina
Homem, 50 anos, deu entrada na emergência com dor torácica súbita e dispnéia moderada. Realizou angiotomografia de tórax que evidenciou embolia pulmonar maciça. Ecocardiograma transtorácico apresentava movimento paradoxal do septo interventricular, disfunção do ventrículo direito e PSAP de 60 mmHg. Sem comorbidades prévias. Ao exame físico apresentava PA: 90/60 mmHg, saturação periférica de O2: 88%, ausculta pulmonar normal, extremidades mal perfundidas. Qual deve ser o tratamento de escolha neste momento?
Alternativas

Gabarito comentado

Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores

Tema central: O caso aborda embolia pulmonar (EP) maciça com instabilidade hemodinâmica, condição crítica cuja abordagem imediata pode impactar diretamente a sobrevida.

Análise clínica do caso: O paciente apresenta dor torácica súbita, dispneia, pressão arterial 90/60 mmHg, SpO2 de 88% e evidências de disfunção ventricular direita no eco, confirmando EP de alto risco/instável.

Justificativa da alternativa correta (B): Trombolítico seguido de heparinização plena
A EP maciça caracteriza-se por instabilidade hemodinâmica (choque ou hipotensão persistente). Segundo as Diretrizes Brasileiras e da European Society of Cardiology:
“Nos pacientes hemodinamicamente instáveis, a heparinização é realizada concomitante com o tratamento trombolítico, devendo o mesmo ser instituído de forma precoce, preferencialmente nas primeiras 48 horas.”
O uso do trombolítico (p.ex, alteplase) dissolve rapidamente o trombo, restaurando o fluxo pulmonar e a função cardíaca, reduzindo mortalidade. Após a trombólise, a anticoagulação previne recorrência trombótica.

Análise das alternativas incorretas:

  • A) Heparinização plena seguido de estudo hemodinâmico: A heparinização isolada não reverte rapidamente o quadro em instabilidade hemodinâmica. O estudo hemodinâmico é indicado apenas em casos refratários ou de contraindicação ao trombolítico.
  • C) Trombolítico seguido de heparina de baixo peso molecular (HBPM): Na instabilidade, o padrão é heparinização plena com heparina não fracionada devido ao melhor controle e possível reversão em caso de sangramento.
  • D) Heparinização plena seguida de filtro de veia cava: O filtro é reservado quando há contraindicação à anticoagulação ou tromboembolismo recorrente.
  • E) Heparinização plena seguida de anticoagulação oral: A anticoagulação oral só ocorre após o tratamento inicial, nunca como conduta de urgência.

Dica de prova: Sempre que a EP cursa com instabilidade hemodinâmica, procure termos como “trombolítico sistêmico” ou “trombólise”, pois são as condutas prioritárias.

Fundamente seu raciocínio em diretrizes atuais e, quando o enunciado trouxer achados como hipotensão, disfunção de VD e má perfusão, pense em EP maciça e necessidade de trombólise.

Gostou do comentário? Deixe sua avaliação aqui embaixo!

Clique para visualizar este gabarito

Visualize o gabarito desta questão clicando no botão abaixo

Comentários

Veja os comentários dos nossos alunos

No caso apresentado, o paciente apresenta sintomas de embolia pulmonar maciça, que é uma condição grave e potencialmente fatal. O tratamento de escolha neste momento é a administração de trombolíticos seguida de heparinização plena. Os trombolíticos são medicamentos que dissolvem os coágulos sanguíneos e podem ajudar a salvar a vida do paciente em situações de embolia pulmonar maciça. A heparinização plena é necessária para prevenir novas formações de coágulos sanguíneos. A escolha da alternativa B é a mais adequada e pode ajudar a evitar complicações graves e salvar a vida do paciente.

Clique para visualizar este comentário

Visualize os comentários desta questão clicando no botão abaixo