A utilização de escores na insuficiência cardíaca (IC) poss...
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Tema central: A questão aborda os escores clínicos de Framingham e Boston no diagnóstico da insuficiência cardíaca (IC). Esses escores classificam a probabilidade de IC, permitindo decisão clínica rápida em diferentes níveis de atenção – fundamental para o cotidiano do médico cardiologista.
Justificativa da alternativa correta (B):
Os escores de Framingham e Boston têm alta especificidade e sensibilidade relativamente baixa, resultando em acurácia intermediária para o diagnóstico de IC, especialmente em contextos ambulatoriais e prontos-socorros. Isso significa que, quando os critérios são preenchidos, a chance do paciente realmente ter IC é alta (alta especificidade), mas alguns casos podem passar despercebidos (baixa sensibilidade). Segundo o Protocolo de Cuidados Integrados em Cardiologia do Ministério da Saúde, “a aplicação objetiva de critérios clínicos, como o de Boston ou Framingham, auxilia na classificação da probabilidade clínica de IC e na orientação para exames complementares.”
Análise das alternativas incorretas:
A) Incorreta. Comorbidades (ex: DPOC, anemia, insuficiência renal) podem alterar significativamente os critérios clínicos dos escores, reduzindo sua acurácia.
C) Errada. Os escores avaliam tanto sintomas (queixas) quanto sinais da avaliação física (ex: crepitações pulmonares, turgência jugular).
D) Falsa. O escore de Boston inclui exames complementares, principalmente radiografia de tórax, além dos sinais e sintomas.
E) Equivocada. Embora critérios radiológicos sejam avaliados, não se restringem à “vigência de IC aguda”, podendo ser usados também para IC crônica.
Estratégias de prova e pontos-chave:
Questões desse tipo frequentemente buscam detalhes técnicos: fique atento a termos como “apenas”, “sempre”, “nunca” e a generalizações excessivas. Verifique se o escore tratado considera exames complementares, manifestações clínicas e limitações frente a comorbidades, além de saber distinguir sensibilidade de especificidade.
Referências: Diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia, Ministério da Saúde, Harrison’s Principles of Internal Medicine (20ª ed.) e UpToDate confirmam essa abordagem diagnóstica.
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