Ferozes guardas [...] estavam decididos a vê-los ali aca...

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Q4317280 Não definido
    Ferozes guardas [...] estavam decididos a vê-los ali acabar. [...] No meio desta violenta desordem e frenesi muitos caíram desfalecidos e inanidos de forças, e alguns deles acabaram espezinhados e comprimidos pelos seus companheiros de infortúnios. [...] Devorava-os uma febre ardente que crescia com espantosa rapidez. [...] A bárbara guarnição do navio, que presenciava tudo isto, e que com um sorriso infernal comprazia-se de ver aquela horrorosa cena de desesperação e furor, dirigiu alguns tiros de fuzil para o porão, e derramou dentro uma grande porção de cal, cerrando-se logo as escotilhas, e ficando o porão hermeticamente fechado, a pretexto de que por este meio atroz aplacaria o motim e os presos ficariam sossegados. [...] reinava no porão o silencia dos túmulos! Eram 7 horas da manhã do dia 22, quando se correu a escotilha do navio em presença do comandante. E o que ele viu? Um horroroso montão de 252 mortos, cobertos de sangue, dilacerados, rasga das as carnes.

MACHADO, André Roberto de A. Um acordo impossível: o papel das guerras na independência e na definição do Estado no Império do Brazil (1822-1825). Almanack, Guarulhos, n. 31, ef00722, 2022.

O episódio narrado no texto faz referência a qual passagem da história paraense?
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