No choque hipovolêmico do paciente politraumatizado 

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Q4155843 Medicina
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Gabarito: B

Fundamento decisivo: No choque hipovolêmico hemorrágico do politraumatizado, a coagulopatia é multifatorial e decorre de perda e consumo de fatores e plaquetas, desregulação da coagulação com fibrinólise, além de agravamento por acidose e hipocalcemia; por isso, a alternativa B é a correta e as demais contrariam princípios consolidados da ressuscitação no trauma.

Tema central: Coagulopatia do trauma
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque no traumatismo cranioencefálico grave não se deve preferir soluções hipotônicas, já que elas podem agravar edema cerebral. Além disso, a assertiva é tecnicamente inadequada ao sustentar essa recomendação com ringer lactato como justificativa de preferência no TCE grave.
B
Certa
A alternativa B está correta porque descreve os mecanismos reconhecidos da coagulopatia associada ao trauma hemorrágico: perda de fatores de coagulação e plaquetas, ativação/desregulação da coagulação, fibrinólise, acidose e hipocalcemia. Esse conjunto explica o sangramento persistente no choque hemorrágico e corresponde ao ponto fisiopatológico central cobrado.
C
Errada
Está errada porque não existe meta universal de hemoglobina maior ou igual a 10 g/dL para todo politraumatizado, independentemente de comorbidades. No trauma, a estratégia transfusional não se baseia em um alvo fixo e indiscriminado dessa natureza.
D
Errada
Está errada porque a hipotermia não é objetivo terapêutico no choque hemorrágico do trauma; ao contrário, ela agrava a coagulopatia e piora o quadro. O correto é prevenir e corrigir hipotermia, não manter o paciente hipotérmico.
Pegadinha da questão
A banca mistura conceitos verdadeiros de outros contextos com condutas inadequadas no trauma: chama atenção para 'hipotônicas' no TCE, resgata a falsa meta universal de hemoglobina 10 g/dL e tenta fazer a hipotermia parecer protetora, quando no choque hemorrágico ela agrava a coagulopatia.
Dica para questões semelhantes
  • Em trauma hemorrágico, procure a alternativa que reconhece a coagulopatia como multifatorial: perda/consumo de fatores e plaquetas, fibrinólise, acidose, hipotermia e hipocalcemia.
  • No TCE grave, descarte afirmações que proponham preferência por soluções hipotônicas, porque a hipotonicidade favorece edema cerebral.
  • Elimine metas transfusionais universais e fixas para todo politraumatizado quando o item ignora contexto hemodinâmico e perfusional.
  • Se uma alternativa tratar hipotermia como benéfica no choque hemorrágico, a tendência é estar errada, porque a temperatura baixa piora a coagulação.

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