A insuficiência cardíaca é uma síndrome complexa cujo diagn...
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Tema central: A questão aborda critérios diagnósticos e o manejo laboratorial na insuficiência cardíaca (IC), com foco em sinais clínicos e utilização/interpretação de exames complementares, especialmente os peptídeos natriuréticos (BNP, NT-proBNP).
Justificativa da alternativa correta (B):
Os peptídeos natriuréticos (BNP e NT-proBNP) são marcadores sensíveis para IC, mas não são totalmente específicos. Segundo a Diretriz Brasileira de Insuficiência Cardíaca Crônica e Aguda, anemia e insuficiência renal crônica podem elevar os níveis desses marcadores mesmo sem IC. Na insuficiência renal, a depuração reduzida causa acúmulo desses peptídeos. Na anemia, há aumento do estresse hemodinâmico, resultando em liberação aumentada de BNP/NT-proBNP. Por isso, a interpretação desses exames deve sempre considerar comorbidades, para evitar falsos diagnósticos de IC. Diretriz (Tabela 2.1): “Anemia e insuficiência renal crônica são condições que podem elevar os níveis de peptídeos natriuréticos, mesmo na ausência de insuficiência cardíaca.”
Análise das alternativas incorretas:
A) Incorreta. A terceira bulha (B3) é relativamente específica para disfunção ventricular. Embora não esteja presente em todos os pacientes, sua presença aumenta a probabilidade de IC, especialmente em adultos e idosos.
C) Incorreta. Fração de ejeção (FEVE) acima de 50% não exclui o diagnóstico de IC. Existe IC com fração de ejeção preservada (ICFEP), condição reconhecida em protocolos atuais (SBC, ESC), ou seja, sintomas de IC podem coexistir com FEVE normal.
D) Incorreta. Não há recomendação para repetir ecocardiografia transtorácica a cada seis meses em todo paciente com IC crônica. O exame é indicado por mudança clínica ou ajuste terapêutico, conforme orientação da SBC/ESC.
E) Incorreta. A terapia da IC não deve ser guiada exclusivamente pelos níveis de BNP ou NT-proBNP, nem há um alvo definido (<100 pg/mL ou <300 pg/mL). O manejo é baseado em sintomas, resposta clínica e tolerância ao tratamento.
Estratégias de prova e dicas:
Fique atento a absolutismos (“sempre”, “nunca”, “exclui”), critérios de exclusão incorretos e manejo baseado apenas em exames laboratoriais. Priorize sempre interpretação clínica contextualizada.
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