Mulher, 55 anos, portadora de cardiomiopatia isquêmica com ...
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Para compreender esta questão, precisamos revisar o papel da digoxina na insuficiência cardíaca (IC) e em contextos de arritmias, como a fibrilação atrial.
A paciente descrita é portadora de cardiomiopatia isquêmica com fração de ejeção de 40%, o que indica uma insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (ICFEr). Está em tratamento padrão, que inclui enalapril, espironolactona e carvedilol, medicações indicadas para reduzir mortalidade e hospitalizações.
Vamos analisar o uso da digoxina:
- A digoxina é tradicionalmente usada para controle de sintomas em IC e para controle de frequência cardíaca em arritmias como fibrilação atrial.
- Em casos de IC, a digoxina pode ser acrescentada quando há persistência de sintomas apesar de terapia otimizada, mas não é indicada de primeira linha para redução de mortalidade.
- Na fibrilação atrial, a digoxina é útil para controle da frequência, especialmente quando os betabloqueadores não são suficientes.
Com isso em mente, vamos analisar as alternativas:
A - Já está indicada para reduzir sintomas.
Esta alternativa está incorreta, pois, embora a digoxina reduza sintomas, a paciente está em classe funcional I, indicando controle ótimo com a terapia atual.
B - Já está indicada para reduzir sintomas, hospitalização e mortalidade.
Errada, pois a digoxina não é indicada para reduzir mortalidade. Seu principal papel é no alívio de sintomas em pacientes sintomáticos, o que não é o caso aqui.
C - Estaria indicada, se houvesse progressão da classe funcional, para reduzir sintomas, hospitalização e mortalidade.
Errada. A digoxina pode ser usada para reduzir sintomas e hospitalizações em pacientes sintomáticos, mas não tem impacto em mortalidade.
D - Se desenvolver fibrilação atrial, estaria indicada para o controle da frequência cardíaca, suspendendo o betabloqueador.
Incorreta, pois a digoxina é frequentemente usada em conjunto com betabloqueadores e não como substituta.
E - Se desenvolver fibrilação atrial, estaria indicada para o controle da frequência cardíaca, se a frequência se mantivesse alta, apesar do uso de betabloqueador em dose máxima.
Esta alternativa está correta. A digoxina é indicada para o controle da frequência cardíaca em casos onde a frequência permanece elevada apesar da otimização de betabloqueadores.
Assim, a resposta correta é a alternativa E.
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