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Q1134847 Medicina
Paciente é trazido inconsciente ao serviço de emergência. Família conta que ele é portador de marca-passo definitivo e apresentou um mal súbito. Ao avaliar, nota-se que o paciente não tem pulso e não respira. O monitor cardíaco mostra apenas as espículas do marca-passo, sem captura. A conduta imediata deve ser:
Alternativas

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Tema central da questão: O cenário apresentado descreve uma parada cardiorrespiratória (PCR) em paciente portador de marca-passo definitivo que não apresenta pulso nem respira. O monitor exibe somente espículas sem captura, o que indica ausência de atividade cardíaca mecânica.

Justificativa da alternativa correta (D – Compressões torácicas): O tratamento inicial da PCR, independentemente da presença de marca-passo, é o início imediato das compressões torácicas. Segundo a Diretriz de Ressuscitação Cardiopulmonar da Sociedade Brasileira de Cardiologia (2019): “As compressões torácicas devem ser realizadas imediatamente, posicionando as mãos corretamente, no centro do tórax, sobre o esterno.” É a única medida capaz de garantir perfusão cerebral e coronariana até que o ritmo seja revertido ou um tratamento avançado seja instituído. A ausência de captura pelo marca-passo indica falha elétrica ou miocárdica, tornando as compressões imprescindíveis.

Análise das alternativas incorretas:

A) Desfibrilação: Só está indicada em ritmos chocáveis (FV/TV sem pulso). A ausência de atividade elétrica (somente espículas) caracteriza assistolia ou atividade elétrica sem pulso, que não são passíveis de desfibrilação.

B) Marca-passo transcutâneo: Embora possa ser opção em algumas bradicardias com instabilidade, é ineficaz em assistolia ou atividade elétrica sem pulso. O tempo de preparo prejudica a abordagem imediata exigida pela PCR.

C) Atropina: Destina-se a bradicardias sintomáticas, jamais à assistolia. Sua indicação em PCR não encontra respaldo em diretrizes.

E) Controle direcionado de temperatura: Procedimento de cuidados pós-PCR, apenas indicado após retorno da circulação espontânea e nunca como medida inicial.

Estratégias de prova: Atenção ao termo “conduta imediata”, que elimina alternativas que exigem preparo ou são indicadas em etapas posteriores. Espículas sem captura indicam ausência real de contração cardíaca – foco nas compressões torácicas na assistência inicial.

Resumo: O reconhecimento da PCR e o início imediato de compressões torácicas são indispensáveis, mesmo em portadores de marca-passo. Diretrizes nacionais e internacionais referendam essa conduta.

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Nessa situação, a conduta imediata deve ser a realização de compressões torácicas. O paciente apresenta uma parada cardiorrespiratória e é necessário iniciar as manobras de ressuscitação cardiopulmonar (RCP) imediatamente. Como o monitor cardíaco indica que não há captação pelo marca-passo, é preciso realizar as compressões torácicas para tentar reverter a situação e manter a circulação sanguínea até que outras medidas possam ser tomadas. As demais opções não são indicadas nesse momento, pois não são capazes de reverter essa emergência.

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