No texto "O Drama da Caneta Azul", o autor relata a experiê...

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Q3107056 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à quesão.

O Drama da Caneta Azul

Primeira aula de Língua Portuguesa do ano. Expectativa de reencontro, novidades e uma pitada de preguiça pós-férias. Mal sabia eu que a professora iria logo de cara nos presentear com um desafio: escrever uma redação sobre as férias. Mas até aí, tudo bem. O que realmente nos pegou de surpresa foi o detalhe anunciado com firmeza: a redação deveria ser feita de caneta. Isso mesmo, caneta!

De repente, o sonho das séries passadas, aquele em que nos libertávamos do lápis, virou realidade. Mas será que era bem isso o que queríamos? Passamos anos achando que lápis era coisa de criança. Aquele apetrecho que nos acompanhava com sua borracha sempre pronta para apagar qualquer erro era, de fato, infantil demais para o nosso novo status de "alunos mais velhos". Só que agora, com a caneta, não havia mais volta atrás. Pensando bem, qualquer erro seria eternizado no papel, e a sensação de liberdade dava lugar a um leve medo.

E então, enquanto a caneta azul começava a deslizar pelo papel e os relatos das férias surgiam meio hesitantes, todos torcíamos para que a professora se desse por satisfeita com essa pequena "tortura". Porque, sinceramente, a última coisa que queríamos era que ela tivesse mais ideias... Vai que a próxima exigência fosse de verdade, e não só uma brincadeira com caneta? Melhor não arriscar.

Autor Desconhecido.


https://www.000dlx.com.br/cronicas-curtas-para-escola-o-drama-da-can eta-azul.PDF 
No texto "O Drama da Caneta Azul", o autor relata a experiência dos alunos ao serem desafiados pela professora de Língua Portuguesa a escrever uma redação sobre as férias utilizando uma caneta, e não o lápis. Com base nas informações do texto, analise as afirmativas a seguir:

I.O uso da caneta representa um símbolo de maturidade para os alunos, que enxergam o lápis como algo infantil.
II.O desafio proposto pela professora foi bem aceito pelos alunos, que demonstraram segurança ao usar a caneta para redigir seus textos.
III.O texto revela uma dualidade nos sentimentos dos alunos, que, embora se sintam "mais velhos", têm receio de cometer erros irreversíveis no papel.
IV.Os alunos veem o uso da caneta como um ato libertador, sentindo-se confortáveis com a possibilidade de não haver mais necessidade de borracha.

Está CORRETO o que se afirma em:
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B) Apenas as afirmativas I e III estão corretas.

Tema central: Interpretação de texto, com foco em coerência e coesão. O domínio dessas competências permite avaliar se as ideias apresentadas nas alternativas realmente refletem o sentido global e as nuances do texto base.

Análise e justificativa da alternativa correta:

I – CORRETA. O texto traz frases como “lápis era coisa de criança” e menções ao “novo status de ‘alunos mais velhos’”. Isso demonstra claramente, pela coerência semântica, que a caneta simboliza maturidade diante do olhar dos alunos.

II – INCORRETA. O texto diz que “a sensação de liberdade dava lugar a um leve medo”. Ou seja, não houve segurança ou aceitação tranquila da proposta. Aqui, a estratégia essencial é identificar termos como “medo” ou “hesitantes”, que sinalizam o oposto do que a alternativa sugere. Cuidado com generalizações enganosas como “bem aceito” em provas!

III – CORRETA. Fica evidente a dualidade de sentimentos: orgulho de um “status” mais maduro, mas receio diante da irreversibilidade dos erros (“qualquer erro seria eternizado no papel”). Esse contraste comprova a veracidade da afirmativa.

IV – INCORRETA. Ainda que a caneta represente uma liberdade simbólica, o texto enfatiza o desconforto: “a sensação de liberdade dava lugar a um leve medo”. Assim, os alunos não se sentem confortáveis com a ausência da borracha – portanto, a ideia de conforto e liberdade plena está equivocada.

Estratégia para provas: Atenção a adjetivos e verbos que expressam sentimentos (“medo”, “leve”, “hesitantes”), bem como a interpretações excessivamente positivas ou que não se sustentam pelas informações contextuais.

Referências autorizadas, como Evanildo Bechara e Koch & Travaglia, reforçam que uma leitura atenta aos implícitos e à organização dos sentimentos é fundamental para questões de interpretação.

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B

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