O primeiro relato conhecido de disfunção erétil é datado em ...
No tratamento da disfunção erétil, assinale a alternativa CORRETA.
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Tema central: Disfunção erétil após prostatectomia radical — abordagem terapêutica e respeito à individualidade do paciente.
Justificativa da alternativa correta (E):
A alternativa E é a única correta porque expressa a conduta ideal segundo as diretrizes contemporâneas para disfunção erétil (DE) pós-prostatectomia. O tratamento da DE deve ser sempre individualizado, considerando o contexto emocional, a qualidade de vida do paciente e o consentimento do casal. Se o paciente relata adaptação satisfatória e boa vida sexual, não há obrigatoriedade de insistir com terapias invasivas ou medicamentosas. Como orienta a EAU (Associação Europeia de Urologia): “A decisão sobre iniciar qualquer terapia deve levar em conta todos os aspectos envolvidos" (Diretrizes EAU, 2012).
Assim, impô-la indiscriminadamente pode gerar complicações e piorar a experiência sexual ou a saúde global do paciente, ferindo o princípio da atenção centrada no indivíduo.
Análise das alternativas incorretas:
A) Errada: A prótese peniana é terapia de terceira linha e indicada após falha das opções medicamentosas e injetáveis. A indicação precoce (apenas 2 meses pós-cirurgia) não segue protocolos nem boas práticas.
B) Errada: Inibidores de fosfodiesterase tipo 5 (ex: sildenafil) são corretos, mas inibidores da 5 alfa-redutase e alfabloqueadores não tratam DE e podem até prejudicar a função erétil, segundo as Diretrizes AMB.
C) Errada: O tratamento deve progredir da menor para a maior invasividade. Prótese peniana é opção só após falha de todas as demais modalidades, não o inverso. Assim, o raciocínio e a ordem estão inadequados.
D) Errada: A infecção é, sim, a complicação mais temida da prótese peniana, mas o tratamento exige remoção do implante na maioria dos casos e não apenas antibióticos, conforme recomendações cirúrgicas.
Dica para provas: Atenção às solicitações do paciente, à ordem racional das terapias e à necessidade de embasamento em evidências. Fique atento a pegadinhas que ignoram autonomia do paciente!
Referências:
EAU Guidelines (2012), Diretrizes AMB, estudos em SciELO e UpToDate.
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