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Q1088991 Medicina
Estima-se que amputações de dedos, falanges e parciais de pé representem cerca de 40% das amputações de membro inferior realizadas por associação à doença vascular periférica. Mais de 70% das amputações são realizadas em pessoas com diabetes. Mais de 70% das pessoas que são submetidas à amputações em decorrência do diabetes morrem dentro de cinco (5) anos.
O Cirurgião Vascular depara-se com vários cenários na hora de decidir o nível de amputação: infecção, isquemia, retalho insuficiente, idade do paciente, dentre outros. Na criança, a amputação do membro entre o nível transfemoral e desarticulação do joelho, está última é preferível, porque?
Alternativas

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Tema central: O nível ideal de amputação em crianças deve sempre considerar o potencial de crescimento ósseo, já que a interrupção precoce pode causar discrepância no comprimento dos membros e deformidades. Neste contexto, preservar a cartilagem de crescimento (fise) é fundamental.

Justificativa e explicação da alternativa correta (C):

A desarticulação do joelho nas crianças, quando comparada ao nível transfemoral (acima do joelho), é preferível porque mantém intactas as cartilagens de crescimento do fêmur distal e da tíbia proximal. Isso garante que o membro residual continue crescendo, evitando limitações funcionais e assimetrias importantes na adolescência e idade adulta. Segundo literatura médica tradicional (DeLee & Drez's Orthopaedic Sports Medicine, Capítulo de Amputações Pediátricas; UpToDate, 2023), a lesão das fises pode resultar em encurtamento ou deformidade óssea considerável.

Análise das alternativas incorretas:

A) Aspecto estético: Embora a desarticulação do joelho preserve o formato do côndilo femoral, o aspecto visual não é o principal critério em crianças—o crescimento ósseo tem precedência.

B) Menor tempo cirúrgico: O tempo operatório pode até ser semelhante ou menor, mas não é o motivo determinante para a escolha do nível de amputação em crianças.

D) Menor índice de infecção: Não há evidências de que a desarticulação do joelho tenha taxas de infecção inferiores em relação à amputação transfemoral; o que importa é a técnica correta e o controle da infecção já instalada.

E) Melhora na reabilitação: Ambos os níveis têm implicações na reabilitação, mas o benefício da desarticulação é a preservação do crescimento, fator absolutamente relevante na faixa pediátrica.

Dica de prova e pegadinhas: Fique atento a termos como “criança” ou “cartilagem de crescimento”. Muitas vezes, as questões induzem ao erro destacando aspectos técnicos ou estéticos, mas o fator-chave para cirurgia em pacientes pediátricos é o desenvolvimento ósseo normal.

Segundo as Diretrizes de Atenção à Pessoa Amputada do Ministério da Saúde, “a avaliação do nível de amputação deve considerar a manutenção do crescimento ósseo em crianças” (pág. 38).

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A resposta correta é a alternativa C - Preservação da cartilagem de crescimento. Na criança em fase de crescimento, a amputação do membro entre o nível transfemoral e desarticulação do joelho é preferível porque preserva a cartilagem de crescimento, permitindo que o osso continue a se desenvolver normalmente. A desarticulação do joelho é preferida porque o osso femoral e a tíbia são cortados acima do joelho, mantendo a articulação intacta. A preservação da cartilagem de crescimento é importante para minimizar o impacto da amputação no crescimento ósseo da criança. Dessa forma, é possível evitar desequilíbrios ósseos e musculares que possam afetar a postura e a mobilidade da criança.

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