Considerando o caso clínico acima descrito, assinale a opção...
Texto para as questões de 70 a 73
Em uma consulta médica, um paciente relatou que apresenta tumor de pele na região frontal, com 2 cm no maior diâmetro, no lado direito. O diagnóstico do tumor é carcinoma epidermoide, com ausência clínica ou radiológica de linfonodo patológico parotídeo ou cervical.Considerando o caso clínico acima descrito, assinale a opção em que é apresentada a melhor alternativa de reconstrução do defeito cirúrgico desse caso.
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Tema central: A questão aborda as estratégias de reconstrução cirúrgica de defeitos cutâneos na região frontal após ressecção de carcinoma epidermoide. Conhecimentos sobre retalhos locais, regionais, retalhos à distância e enxertos são essenciais para o manejo adequado do paciente.
Justificativa da alternativa correta (A):
A alternativa A está correta porque retalhos locais, regionais e enxertos fazem parte das técnicas consagradas para reconstrução de defeitos cutâneos da fronte. A escolha depende do tamanho, profundidade, localização do defeito e das condições clínicas do paciente.
Segundo a literatura médica e protocolos internacionais (UpToDate, livro Grabb and Smith’s Plastic Surgery), para defeitos até 2 cm, como no caso, o cirurgião pode optar por:
- Retalhos locais: Seguem linhas de tensão, fornecem melhor resultado estético, preservam vascularização local;
- Retalhos regionais: Indicados quando os retalhos locais são insuficientes;
- Enxertos de pele: Utilizados quando não é possível mobilizar retalhos adequados.
Portanto, a opção pela técnica mais adequada vai depender do julgamento clínico, respeitando sempre os princípios de funcionalidade e estética. Destaco trecho do UpToDate: “A abordagem ideal para reconstrução de defeitos cutâneos da fronte pode envolver retalhos locais, regionais ou enxertos – a decisão é individualizada.”
Análise das alternativas incorretas:
- B: Retalhos a distância só são necessários para defeitos muito extensos ou complexos, não indicados nesse caso.
- C: Exclui retalhos regionais, que podem ser úteis caso haja limitação dos retalhos locais.
- D: Exclui enxertos, que são indicados em situações específicas, como ausência de tecidos adjacentes viáveis.
- E: Exclui retroflexões locais, fundamentais para defeitos menores na região frontal.
Dica para provas: Atente-se às alternativas que restringem opções cirúrgicas sem critérios claros. Em casos como esse, a abordagem deve ser individualizada conforme as características do defeito e recursos disponíveis.
Reforço normativo e de boas práticas: Embora o Ministério da Saúde não diferencie tecnicamente as modalidades de retalhos, as Sociedades de Cirurgia Plástica e de Cabeça e Pescoço recomendam que o tratamento reconstrutivo seja baseado em critérios anatômicos e funcionais.
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