Atraso final da condução do QRS (duração > 110 ms) com ba...

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Q3947023 Medicina
Atraso final da condução do QRS (duração > 110 ms) com baixa voltagem e maior duração em V1/V2, associado a ondas T negativas de V1 a V2, arredondadas e assimétricas. Esse padrão eletrocardiográfico costuma estar presente em qual patologia? 
Alternativas

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: O achado decisivo é o atraso terminal da condução em V1/V2, com inversão de onda T nas precordiais direitas, padrão clássico de cardiomiopatia arritmogênica do ventrículo direito. Esse conjunto eletrocardiográfico aponta para a alternativa A.

Tema central: ECG na CAVD
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque a cardiomiopatia arritmogênica do ventrículo direito cursa com condução lenta e fragmentada no ventrículo direito por substituição fibrogordurosa miocárdica. No ECG, isso se manifesta por atraso terminal da condução nas precordiais direitas e por alterações de repolarização nessas mesmas derivações, especialmente inversão de onda T em V1-V3. O enunciado descreve esse padrão.
B
Errada
Cardiomiopatia hipertrófica não tem como padrão clássico atraso terminal focal do QRS em V1/V2 por doença do ventrículo direito. Seu ECG costuma mostrar critérios de hipertrofia ventricular, ondas Q anormais estreitas e alterações de repolarização de outro perfil. O critério decisivo aqui é a topografia direita com lentificação terminal da condução, que não é o padrão típico dessa doença.
C
Errada
Intoxicação digitálica produz tipicamente infradesnivelamento escavado do ST, encurtamento do QT e alterações de repolarização difusas, além de arritmias associadas. Isso é diferente de atraso terminal regional do QRS em V1/V2 com onda T negativa nas precordiais direitas. O achado eletrocardiográfico distintivo da digoxina não é esse padrão focal descrito no enunciado.
D
Errada
Síndrome de Brugada deve ser reconhecida pelo supra de ST em V1-V3, com morfologia típica em cúpula ou em sela. A questão não descreve supra de ST como elemento central, e sim atraso terminal do QRS com T negativa arredondada em precordiais direitas, padrão mais compatível com cardiomiopatia arritmogênica do ventrículo direito. A confusão é real porque ambas acometem V1-V3, mas o critério diferencial aqui é a ausência do supra típico de Brugada.
E
Errada
Hipercalemia cursa com ondas T apiculadas e simétricas, prolongamento do PR, desaparecimento de onda P e alargamento difuso do QRS nos casos mais avançados. O enunciado, ao contrário, descreve onda T negativa em V1-V2 e atraso terminal focal nas precordiais direitas. A distribuição regional e a morfologia da onda T afastam hipercalemia.
Pegadinha da questão
A questão explora a semelhança entre alterações em V1-V3 da cardiomiopatia arritmogênica do ventrículo direito e da síndrome de Brugada, além da possibilidade de olhar apenas a inversão de T e ignorar que o dado decisivo é o atraso terminal da condução do QRS nas precordiais direitas.
Dica para questões semelhantes
  • Em precordiais direitas, integre condução e repolarização: atraso terminal do QRS mais T invertida em V1-V3 favorece cardiomiopatia arritmogênica do ventrículo direito.
  • Não confunda padrão de doença estrutural do ventrículo direito com Brugada: Brugada exige supra de ST típico em V1-V3.
  • Nesta diferenciação eletrocardiográfica, observe se o alargamento do QRS é regional ou difuso: hipercalemia tende a causar alargamento global, enquanto aqui o padrão é focal em V1/V2.

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