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Q3947017 Medicina
Quanto às recomendações para implante de marca-passo (MP) sem eletrodo (leadless pacemaker), assinale a alternativa correta. 
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Gabarito: B

Fundamento decisivo: O critério decisivo é que o leadless pacemaker é, classicamente, um sistema intracardíaco implantado por via transcateter para cenários de estimulação ventricular unicameral, sem bolsa subcutânea torácica, e não é indicação rotineira em crianças e jovens; por isso, entre as alternativas propostas, a B é a compatível com a base de decisão.

Tema central: Leadless pacemaker
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque o leadless pacemaker clássico não equivale à terapia de ressincronização cardíaca biventricular completa. Seu uso habitual é como estimulação ventricular unicameral intracardíaca, predominantemente em ventrículo direito. Assim, não substitui o conceito de CRT biventricular em pacientes com bloqueio de ramo esquerdo.
B
Certa
A alternativa B está correta dentro da leitura diretiva da questão porque crianças e jovens não constituem população de indicação rotineira para leadless pacemaker. A base decisória explicita que o uso nessa faixa etária é seletivo/excepcional, com limitações ligadas a crescimento, longevidade do sistema, necessidade de múltiplas trocas futuras, desafios de extração e evidência mais restrita. Portanto, a afirmação se sustenta como ausência de indicação habitual, e não como proibição absoluta universal.
C
Errada
Está errada porque, se o cenário clínico for daqueles em que se aceitaria estimulação ventricular unicameral no BAVT, o leadless pode sim ser considerado. O erro da alternativa é usar exclusão categórica ('não pode ser considerado') contra uma indicação que, segundo a base, acompanha em geral a do marca-passo ventricular unicameral.
D
Errada
Está errada por erro técnico de implante. O gerador do leadless não fica em bolsa subcutânea torácica, como no marca-passo transvenoso convencional. O dispositivo é intracardíaco e é implantado por via transcateter, tipicamente pela veia femoral, com fixação no coração, usualmente no ventrículo direito.
E
Errada
Está errada porque fibrilação atrial com baixa resposta ventricular é justamente um dos cenários clássicos em que o leadless ventricular pode ser opção aceitável. Como não há necessidade de estimulação atrial convencional nesse contexto, a ausência de eletrodo atrial não exclui o dispositivo; ao contrário, esse é um uso típico descrito na base e na Diretriz Brasileira de Dispositivos Cardíacos Eletrônicos Implantáveis – 2023.
Pegadinha da questão
A banca mistura três confusões reais: tratar o leadless como se fosse CRT biventricular, descrevê-lo como se tivesse bolsa subcutânea torácica e usar frases absolutas ('não pode', 'não é opção') em situações nas quais ele pode ser indicado; a letra B só fecha porque deve ser lida como ausência de indicação rotineira em crianças e jovens, não como contraindicação absoluta.
Dica para questões semelhantes
  • Primeiro defina o tipo de sistema: leadless clássico é marca-passo intracardíaco ventricular, não CRT biventricular.
  • Se a alternativa descrever bolso subcutâneo torácico, pense em marca-passo convencional transvenoso, não em leadless.
  • Em FA com baixa resposta ventricular, o leadless pode ser opção aceitável porque a necessidade típica é de estimulação ventricular unicameral.
  • Em crianças e jovens, a chave é lembrar: uso possível em casos selecionados não significa indicação rotineira estabelecida.

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