L.N.D, 49 anos, sexo feminino, tabagista e exetilista. Foi d...
Sobre o caso acima, assinale a alternativa correta.
Gabarito comentado
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Gabarito comentado:
Tema central: O caso aborda carcinoma epidermoide de esôfago localmente avançado, tratado com quimiorradioterapia neoadjuvante (protocolo CROSS) seguida de cirurgia, porém com doença residual no anatomopatológico.
Justificativa para a alternativa correta (C):
O manejo pós-cirurgia de pacientes com doença residual após quimiorradioterapia é crucial. O estudo de fase III CheckMate 577 fundamentou o uso do Nivolumabe adjuvante por 12 meses nesses casos, demonstrando dobro de sobrevida livre de doença em comparação ao placebo (22,4 vs 11 meses). Esta evidência levou à aprovação da indicação pela ANVISA, mesmo antes de atualização das diretrizes nacionais. De acordo com a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) e o UpToDate, a avaliação para imunoterapia adjuvante é recomendada quando persiste doença residual após tratamento neoadjuvante e cirurgia.
Análise crítica das alternativas incorretas:
A) Errada. Não considerar adjuvância após CROSS com doença residual ignora os avanços do CheckMate 577. A conduta expectante é apenas para resposta patológica completa (ypT0N0).
B) Incorreta. Fluoropirimidina e Oxaliplatina não possuem respaldo em estudo para adjuvância neste cenário. Tais fármacos são padrão adjuvante em câncer gástrico, mas não em esôfago pós-neoadjuvância cirúrgica.
D) Incorreta. Reirradiação adjuvante (>41,4Gy) não aumenta ganho em controle local, podendo, inclusive, elevar toxicidade. Os principais protocolos internacionais desaconselham dose adicional de radioterapia após ressecção.
Estratégia para provas:
Fique atento para casos em que a doença residual (ypT+ ou pN+) direciona a conduta para imunoterapia adjuvante, embasada em fases III recentes, como o CheckMate 577.
Resumo: A alternativa C é correta pois reflete a melhor prática segundo as evidências atuais e recomendações de literatura (UpToDate, SBOC), beneficiando o paciente ao reduzir risco de recorrência em cenário de doença residual pós-CROSS e cirurgia.
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