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Q2067898 Medicina
L.N.D, 49 anos, sexo feminino, tabagista e exetilista. Foi diagnosticado há 3 meses com carcinoma epidermóide de esôfago médio, cT3 cN1 cM0 – EC III. Realizou tratamento neoadjuvante com radioterapia (41.4Gy em 25 sessões) e quimioterapia radiosensibilizante (Carboplatina AUC 2 e Paclitaxel 50mg/m²) por 5 semanas. Posteriormente foi submetido a ressecção cirúrgica, com anatomopatológico revelando regressão tumoral parcial (ypT1 pN1). No momento assintomático.
Sobre o caso acima, assinale a alternativa correta.
Alternativas

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Tema central: O caso aborda carcinoma epidermoide de esôfago localmente avançado, tratado com quimiorradioterapia neoadjuvante (protocolo CROSS) seguida de cirurgia, porém com doença residual no anatomopatológico.

Justificativa para a alternativa correta (C):

O manejo pós-cirurgia de pacientes com doença residual após quimiorradioterapia é crucial. O estudo de fase III CheckMate 577 fundamentou o uso do Nivolumabe adjuvante por 12 meses nesses casos, demonstrando dobro de sobrevida livre de doença em comparação ao placebo (22,4 vs 11 meses). Esta evidência levou à aprovação da indicação pela ANVISA, mesmo antes de atualização das diretrizes nacionais. De acordo com a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) e o UpToDate, a avaliação para imunoterapia adjuvante é recomendada quando persiste doença residual após tratamento neoadjuvante e cirurgia.

Análise crítica das alternativas incorretas:

A) Errada. Não considerar adjuvância após CROSS com doença residual ignora os avanços do CheckMate 577. A conduta expectante é apenas para resposta patológica completa (ypT0N0).

B) Incorreta. Fluoropirimidina e Oxaliplatina não possuem respaldo em estudo para adjuvância neste cenário. Tais fármacos são padrão adjuvante em câncer gástrico, mas não em esôfago pós-neoadjuvância cirúrgica.

D) Incorreta. Reirradiação adjuvante (>41,4Gy) não aumenta ganho em controle local, podendo, inclusive, elevar toxicidade. Os principais protocolos internacionais desaconselham dose adicional de radioterapia após ressecção.

Estratégia para provas:

Fique atento para casos em que a doença residual (ypT+ ou pN+) direciona a conduta para imunoterapia adjuvante, embasada em fases III recentes, como o CheckMate 577.

Resumo: A alternativa C é correta pois reflete a melhor prática segundo as evidências atuais e recomendações de literatura (UpToDate, SBOC), beneficiando o paciente ao reduzir risco de recorrência em cenário de doença residual pós-CROSS e cirurgia.

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Comentários

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A resposta correta é a alternativa C - Devido à ausência de resposta patológica completa, deve ser discutido o uso adjuvante de Nivolumabe por 12 meses. A paciente apresentou uma regressão tumoral parcial após realizar tratamento neoadjuvante com radioterapia e quimioterapia radiosensibilizante. Como não houve resposta patológica completa, é necessário discutir a realização de tratamento adjuvante para diminuir o risco de recidiva. O uso de quimioterapia adjuvante com Fluoropirimidina e Oxaliplatina pode ser indicado em alguns casos, mas a utilização de imunoterapia com Nivolumabe tem se mostrado uma opção promissora. Dessa forma, é importante considerar essa possibilidade para melhorar a sobrevida da paciente. Não há indicação para dose extra de radioterapia adjuvante neste caso.

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