G.R.S, 69 anos, sexo feminino e portadora de carcinoma endo...
Ao diagnóstico apresentava doença metastática para linfonodos e fígado, optou-se por tratamento sistêmico baseado em Carboplatina e Paclitaxel por um curso de 6 ciclos. Concluiu o tratamento há 3 meses, com doença estável em reavaliação ao final do tratamento. Entretanto, apresenta progressão de doença em um RECIST atual. Paciente com ECOG 1, com discreta dor abdominal.
Sobre o caso acima, assinale a alternativa correta
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Tema Central: O caso trata da conduta oncológica frente à progressão do câncer de endométrio metastático do tipo pMMR/MSS após quimioterapia baseada em platina. Esses subtipos moleculares (pMMR: proficient mismatch repair; MSS: microsatellite stable) são relevantes para a decisão terapêutica atual, pois respondem de modo diferente aos imunoterápicos e antiangiogênicos.
Justificativa da Alternativa Correta (C): Segundo as Diretrizes da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), para pacientes com câncer de endométrio avançado do tipo pMMR/MSS que progridem após quimioterapia à base de platina (intervalo livre de doença <6 meses), a associação de pembrolizumabe (imunoterapia) e lenvatinibe (antiangiogênico oral) é o tratamento padrão de segunda linha, conforme destacado:
“Pacientes com MSS/pMMR: Lenvatinibe 20mg/dia VO + Pembrolizumabe 200mg EV D1 a cada 3 semanas.” (Diretrizes SBOC, Seção Endométrio - Tratamento Sistêmico Segunda Linha).
Essa conduta é fortemente validada pelo estudo KEYNOTE-775, que mostrou superioridade dessa combinação em sobrevida livre de progressão e sobrevida global em relação à quimioterapia citotóxica isolada para esse perfil molecular.
Análise das Alternativas Incorretas:
A) Reiniciar platina e paclitaxel: Desconsidera o intervalo livre de doença inferior a 6 meses, apontando refratariedade ao esquema prévio. Guias nacionais e internacionais não recomendam reexposição nesse cenário.
B) Nivolumabe e cabozantinibe: Apesar de serem drogas imunoterápicas e antiangiogênicas estudadas em outros tumores, não são padrão de tratamento em câncer de endométrio pMMR/MSS.
D) Citotóxicos alternativos: Agentes como gencitabina, doxorrubicina e topotecano são menos eficazes que pembrolizumabe/lenvatinibe segundo evidências recentes. Só devem ser considerados na impossibilidade ou contraindicação da terapia padrão.
Estratégia de Prova: Atenção ao intervalo curto de progressão após quimioterapia baseada em platina, pois direciona claramente a escolha para imunoterapia associada a antiangiogênico em pMMR/MSS.
Resumo: O protocolo recomendado pelas principais sociedades (SBOC, NCCN, ESMO) para este cenário é pembrolizumabe + lenvatinibe, sendo as outras opções inadequadas diante do perfil molecular e resposta anterior.
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