Para o tratamento paliativo do câncer de mama triplo negati...
Gabarito comentado
Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores
Tema central: O tratamento paliativo do câncer de mama triplo negativo (CMTN) exige conhecimento sobre moléculas-alvo e imunoterapia em pacientes metastáticos, visto que o CMTN é mais agressivo, com menos opções hormonais e alvo-específicas.
Alternativa correta: A
O estudo OlympiAD (referência mundial na área) avaliou inibidores de PARP (ex: olaparibe) no câncer de mama metastático triplo negativo em pacientes com mutação BRCA. Ficou demonstrado ganho em sobrevida livre de progressão (SLP) e maiores taxas de resposta frente à quimioterapia citotóxica convencional. Entretanto, não houve diferença significativa na sobrevida global, reforçando que o benefício do PARP é restrito à SLP. Conforme o PCDT do Ministério da Saúde: “Os medicamentos olaparibe e talazoparibe são indicados quando há mutação BRCA; conferem letalidade sintética às células tumorais.”
Análise das alternativas incorretas:
B) Pembrolizumabe + quimioterapia: Embora haja ganho em SLP e sobrevida global, a indicação é restrita a expressões de PD-L1 ≥ 10% (CPS, Combined Positive Score), e não ≥ 1%. O estudo KEYNOTE-355 demonstrou benefício significativo já nos pacientes CPS ≥ 10%. Fique atento a esse valor-limite em provas!
C) Sacituzumabe govitecan: O estudo ASCENT provou que, além de SLP, houve aumento em sobrevida global (SG), ao contrário do que afirma a alternativa. Lembre-se: sacituzumabe traz benefício duplo (SLP e SG).
D) Atezolizumabe + quimioterapia: O benefício foi observado apenas em pacientes com PD-L1 positivo. Além disso, não é correto afirmar que independe de expressão de PD-L1. O estudo IMpassion130 ainda apontou dúvidas quanto ao impacto em SG, restringindo a indicação a subgrupos específicos.
Dica para provas: Observe com atenção os critérios de elegibilidade para uso de imunoterapia (expressão de PD-L1 e mutação BRCA). Valores-limite, como CPS e positividade, frequentemente são pegadinhas!
Fundamentação: As diretrizes brasileiras e internacionais, assim como Harrison’s e UpToDate, corroboram a conduta adequada na escolha do tratamento, valorizando a estratificação molecular nos tumores de mama.
Conclusão: A alternativa A está correta, pois mostra benefício do PARP na SLP sem ganho em sobrevida global, em concordância com evidências científicas e protocolos oficiais.
Gostou do comentário? Deixe sua avaliação aqui embaixo!
Clique para visualizar este gabarito
Visualize o gabarito desta questão clicando no botão abaixo
Comentários
Veja os comentários dos nossos alunos
Clique para visualizar este comentário
Visualize os comentários desta questão clicando no botão abaixo