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Q2067878 Medicina
Sobre a nova classificação de tumores de sistema nervoso central de OMS de 2021, assinale a alternativa incorreta.
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Tema central da questão: A questão aborda a atualização da Classificação dos Tumores do Sistema Nervoso Central (SNC) da OMS, 5ª edição, 2021, que agora incorpora informações moleculares no diagnóstico e gradação dos tumores, especialmente os gliomas.

Justificativa para a alternativa incorreta (A):

A alternativa A está INCORRETA porque a deleção do gene CDKN2A/B é um marcador molecular que, segundo a OMS 2021, define grau 4 para astrocitoma IDH-mutante, mesmo que não haja sinais histológicos de alto grau.
Contudo, essa alteração genética NÃO é critério diagnóstico para ependimomas de fossa posterior grau III. Para esses tumores, outros parâmetros histológicos e moleculares são empregados, e a deleção de CDKN2A/B não faz parte deles.
Referência: “A deleção homozigótica de CDKN2A/B determina alto grau do astrocitoma IDH-mutante, mesmo sem critérios histológicos de alto grau, mas não altera a classificação dos ependimomas.” (OMS, 2021)

Análise das alternativas corretas:

B) A mutação H3 K27M identifica o glioma difuso de linha média, tumor agressivo que surge com frequência em ponte, tálamo e medula espinhal, sendo de mau prognóstico. Este diagnóstico está em linha com a OMS 2021.

C) Em tumores astrocíticos IDH selvagens e H3 selvagens, a presença de amplificação de EGFR é suficiente para o diagnóstico de glioblastoma, mesmo sem microvascularização ou necrose, segundo o novo critério molecular.

D) A mutação H3 G34 define o glioma difuso hemisférico, grau IV, prevalente em adolescentes e adultos jovens, também de prognóstico ruim.

Estratégias e pegadinhas:

Observe sempre qual marcador molecular está relacionado a qual subtipo de tumor. As questões frequentemente inserem propositalmente alterações moleculares associadas a tumores diferentes para confundir o candidato, como foi o caso aqui com a deleção de CDKN2A/B.
Fique atento às mudanças da OMS 2021: os critérios histológicos isolados perderam exclusividade, e os genéticos/moleculares tornaram-se fundamentais.

Resumo do aprendizado:
Compreender as atualizações moleculares da OMS/2021 para tumores do SNC permite diagnósticos mais precisos e guia a conduta clínica, sendo essencial para provas e para a prática médica oncológica.

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A alternativa incorreta é a C. A presença de amplificação de EGFR em tumores da linhagem de astrocitoma, IDH selvagens e H3 selvagens não estabelece o diagnóstico de Glioblastoma. Embora seja comum em Glioblastomas, a amplificação de EGFR não é um critério diagnóstico para essa neoplasia e não substitui a presença de proliferação microvascular e/ou necrose para o diagnóstico de Glioblastoma.

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