Em uma agência reguladora, o planejamento estratégico estab...

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Q3950334 Administração Pública
Em uma agência reguladora, o planejamento estratégico estabeleceu objetivos de longo prazo vinculados à ampliação da qualidade dos serviços prestados à sociedade. Contudo, avaliações internas revelaram que tais objetivos não foram adequadamente traduzidos em metas setoriais, inexistem indicadores padronizados de desempenho e os gestores concentram seus esforços em cobranças pontuais, sem análise sistemática das causas dos desvios. Pautado nas funções administrativas e dos níveis de controle (estratégico, tático e operacional), assinale a alternativa que expressa, de forma CORRETA, o conjunto de falhas predominantes e a ação prioritária para superá-las.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

O que precisava saber: Era necessário saber que objetivos estratégicos de longo prazo precisam ser traduzidos em metas setoriais e operacionais, com definição de responsabilidades, indicadores padronizados e rotinas de monitoramento. Sem esse desdobramento, o planejamento não se conecta à execução. Também era preciso reconhecer que a ausência de indicadores e de análise sistemática dos desvios revela fragilidade na função organização e nos controles tático e operacional.

Critério decisivo: O ponto decisivo foi identificar que o problema central não está na formulação do planejamento estratégico em si nem apenas na direção, mas na falta de desdobramento dos objetivos em metas setoriais, responsabilidades e indicadores, somada à ausência de monitoramento sistemático e de análise das causas dos desvios. Isso caracteriza falhas predominantes na organização e no controle tático e operacional.

Tema central: Desdobramento do planejamento estratégico em metas, indicadores e controle gerencial/operacional no serviço público, com integração entre função organização e funções de controle.
Análise das alternativas
A
Errada
Está incorreta porque reduz o problema a deficiência no planejamento estratégico e propõe reformular missão, visão e valores. A base afirma que o núcleo da falha está no desdobramento dos objetivos em metas setoriais, responsabilidades e indicadores, além da falta de monitoramento sistemático. O enunciado não aponta ausência de estratégia, mas sim desconexão entre estratégia e execução.
B
Certa
A alternativa B está correta porque corresponde exatamente ao quadro descrito: os objetivos estratégicos existem, mas não foram traduzidos em metas setoriais; faltam indicadores padronizados; e os gestores atuam com cobranças pontuais, sem monitoramento sistemático nem análise das causas dos desvios. Pela base, isso evidencia fragilidade na função organização, que deve estruturar responsabilidades, processos e alinhamento entre objetivos e execução, e também nos controles tático e operacional, que dependem de indicadores e acompanhamento contínuo. Por isso, a ação prioritária é desdobrar o planejamento estratégico em metas setoriais, definir responsabilidades e implantar indicadores e rotinas sistemáticas de monitoramento.
C
Errada
Está incorreta porque atribui a situação primordialmente à direção e recomenda intensificar supervisão direta e cobrança individual. Segundo a base, o problema não é mera falta de cobrança, mas ausência de estruturação do planejamento em metas e indicadores e inexistência de controle com análise de causas dos desvios. Cobranças pontuais, sem base objetiva e sem diagnóstico, não suprem essa deficiência.
D
Errada
Está incorreta porque fala em excesso de controle operacional e sugere reduzir indicadores. A base descreve justamente o oposto: inexistem indicadores padronizados e falta monitoramento sistemático. Portanto, não há excesso de controle, mas insuficiência de controle tático e operacional.
Pegadinha da questão
A pegadinha foi induzir o candidato a confundir a ausência de metas e indicadores com falha exclusiva de planejamento estratégico ou com problema de direção. Outra armadilha é tomar cobranças pontuais como se fossem controle suficiente, quando a base exige monitoramento sistemático com indicadores e análise das causas dos desvios. Também era incorreto ler o caso como excesso de controle, pois o enunciado mostra insuficiência de controle.
Dica para questões semelhantes
  • Se o enunciado mostra objetivos estratégicos existentes, mas sem metas setoriais e sem conexão com a rotina, o foco costuma estar no desdobramento do planejamento e na função organização, não na reformulação da estratégia.
  • Quando faltam indicadores padronizados e acompanhamento contínuo, identifique fragilidade nos controles tático e operacional.
  • Cobrança isolada de resultados não equivale a controle gerencial adequado; a base exige monitoramento sistemático e análise das causas dos desvios.
  • Em questões sobre desempenho no serviço público, verifique se há integração entre objetivos, metas, responsabilidades, indicadores e correção de desvios.

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