A professora gostava de vestido branco, como anjos de
maio. Carregava sempre um lenço dentro do livro de
chamada ou preso no cinto, para limpar as mãos, depois
de escrever no quadro-negro. Paninho bordado com
flores, pássaros, borboletas. Ela passava o exercício e,
de mesa em mesa, ia corrigindo. Um cheiro de limpeza
coloria o ar quando ela passava. Sua letra, como era bem
desenhada, amarradinha uma na outra! Ninguém tinha
maior paciência, melhor sabedoria, mais encanto. E todos
gostavam de aprender primeiro, para fazê-la feliz. Eu,
como já sabia ler um pouco, fingia não saber e aprendia
outra vez. Na hora da chamada, o silêncio ficava mais
vazio e o coração quase parado, esperando a vez de
responder “presente”. Cada um se levantava, em ordem
alfabética e, com voz alta, clara, vaidosa, marcava sua
presença e recebia uma bolinha azul na frente do nome.
Ela chamava o nome por completo, com o pedaço da mãe
e o pedaço do pai. Queria ter mais nome, pra ela chamar
por mais tempo.
(Queirós, Bartolomeu Campos de, Ler, escrever e fazer conta de cabeça.)
Assinale a afirmativa escrita incorretamente:
Incorreta. Gabarito oficial da banca:
Treine mais com um simulado focado no seu concurso. Criar simulado
teste
Parabéns! Você acertou!
Está mandando bem! Treine mais em um simulado completo. Criar simulado