Analise os itens abaixo e marque o que contiver uma informaç...
SEXO, PENICILINA E ROCK'N'ROLL
Economista defende que remédio contra a sífilis foi o pontapé inicial para as
transformações vividas nos anos 1960
Era uma vez uma pílula que, ao ser ingerida, mudou de uma vez por todas nosso comportamento e sistema de valores, transformando a sociedade no século 20. Da pílula anticoncepcional nasceu a revolução sexual. Essa é a história conhecida. Mas, segundo o economista Andrew Francis, da Universidade Emory, nos Estados Unidos, o pontapé inicial da revolução sexual foi dado não pela pílula, mas pela penicilina. Descoberta em 1928 por Alexander Fleming, ela foi usada clinicamente pela primeira vez em 1941. Dois anos depois, constatou-se que a penicilina podia tratar uma das doenças mais temidas da época: a sífilis. "De 1947 a 1957, a incidência de sífilis caiu 95%, e as mortes, 75%", disse Francis a GALILEU. "Minha hipótese é que essa redução no impacto de contrair sífilis estimulou um comportamento sexual não tradicional nos anos de 1950".
Para testar a ideia, ele foi atrás dos indicadores da incidência de gonorreia (também sexualmente transmissível), do número de filhos ilegítimos e da ocorrência de gravidez na adolescência. À medida que a sífilis era controlada, esses indicadores subiam. Ou seja, quando a pílula surgiu, algumas mudanças já estavam em curso. Isso não tira, é claro, a importância do anticoncepcional nas transformações que vieram em seguida. Afinal, a penicilina não resolvia a questão da contracepção. "A mulher já estava no mercado de trabalho; exigia-se da medicina uma solução para que ela pudesse conciliar a vida profissional com a maternidade", afirma Carmita Abdo, coordenador do ProSex.
(Revista GALILEU, Editora Globo. Maio/2015 - Nº 286 - Por Amarilis Lage - Seção Dossiê Métodos contraceptivos, p. 36)
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Vamos analisar a questão que aborda aspectos de interpretação de texto e gramática. O objetivo é identificar a alternativa que contém uma informação correta sobre a palavra ou termo destacado no texto dado. Vamos a cada alternativa:
Alternativa A: "Minha hipótese é que essa redução no impacto de contrair sífilis estimulou um comportamento sexual não tradicional nos anos de 1950". A afirmação de que as aspas indicam uma reafirmação do autor está incorreta. Na realidade, as aspas são usadas para citação direta do que foi dito pelo economista Andrew Francis, e não para reafirmação. Portanto, a alternativa está errada.
Alternativa B: "Essa é a história conhecida." Aqui, a substituição pela expressão "que se conhece" não altera o sentido. Ambos são equivalentes e mantêm o mesmo significado, referindo-se a algo que é de conhecimento geral. Por isso, esta é a alternativa correta.
Alternativa C: "o pontapé inicial da revolução sexual foi dado não pela pílula, mas pela penicilina". O termo "mas" aqui é uma conjunção adversativa que relaciona ideias opostas, não dependentes quanto ao sentido. Logo, a descrição da função do termo está incorreta.
Alternativa D: "constatou-se que a penicilina podia tratar uma das doenças mais temidas...". Na frase, "que" é uma conjunção integrante e não um pronome relativo, como dito. Ele introduz uma oração subordinada substantiva, logo, possui função sintática e a descrição está incorreta.
Alternativa E: "Descoberta em 1928 por Alexander Fleming, ela foi usada clinicamente pela primeira vez em 1941". O pronome "ela" retoma a palavra "penicilina", não "pílula", como foi mencionado. Portanto, a interpretação de coesão textual está errada.
Assim, a alternativa B é a correta por apresentar uma substituição válida sem alterar o sentido do texto. Em provas futuras, sempre procure identificar a função exata que cada termo desempenha no texto, analisando o contexto em que está inserido.
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O erro da alternativa C - relaciona ideias INDEPENDENTES
O erro da alternativa E - retoma a palavra PENICILINA
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