Os testes rápidos agilizaram e facilitaram o diagnóstico da ...
Gabarito comentado
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Tema central: diagnóstico da infecção pelo HIV com testes rápidos e condução diante de resultados discordantes (fluido oral reagente e sangue não reagente). O objetivo é garantir reprodutibilidade e confiabilidade antes de concluir o caso.
Alternativa correta: A – Repetir o teste rápido de fluido oral.
Justificativa: Segundo o Manual Técnico para o Diagnóstico da Infecção pelo HIV do Ministério da Saúde, em caso de discordância entre um primeiro teste rápido (TR) reagente e um segundo TR não reagente, o passo imediato é repetir o primeiro teste (no caso, o de fluido oral) para verificar erro operacional, falha de dispositivo ou falsa reatividade. Essa checagem de reprodutibilidade é etapa prevista nos fluxogramas seriados (também preconizada pela OMS), antes de avançar para algoritmos confirmatórios com amostra de sangue. Se o TR de fluido oral continuar reagente, segue-se a investigação com testes em sangue conforme o algoritmo oficial; se não reproduzir, considera-se não reagente e agenda-se reavaliação conforme risco/janela imunológica.
Estratégia de prova: Diante de discordância, pense em “retestar o teste que foi positivo” para confirmar se é um verdadeiro reagente. Desconfie de opções “clássicas” mas obsoletas (ex.: Western blot).
Análise das incorretas:
B – Repetir o teste rápido de sangue: não é o primeiro passo. O protocolo orienta repetir o teste que foi reagente (fluido oral), pois é ele que requer confirmação de reprodutibilidade.
C – Encaminhar para Western Blot: obsoleto no Brasil; o MS substituiu o Western blot por algoritmos com imunoensaios de 4ª geração e testes rápidos seriados. Não integra o fluxograma atual.
D – Encerrar como negativo: incorreto. Há discordância; é imprescindível confirmar a reatividade antes de concluir.
E – Encaminhar para carga viral: a carga viral não é teste de triagem/diagnóstico inicial em adultos na atenção básica; é usada para manejo e, em situações específicas, como parte de algoritmos laboratoriais, não como próximo passo imediato neste cenário.
Referências essenciais: Ministério da Saúde – Manual Técnico para o Diagnóstico da Infecção pelo HIV (versões atualizadas); PCDT HIV (MS); OMS – HIV testing services guidelines; UpToDate e Harrison’s Principles of Internal Medicine para princípios de testagem e interpretação.
Resumo prático: TR fluido oral + e TR sangue − → repetir o TR de fluido oral. Persistindo +, seguir algoritmo com testes em sangue; não usar Western blot nem encerrar como negativo de imediato.
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