Um paciente de 50 anos com histórico de fratura do fêmur di...
Qual dos seguintes métodos de reconstrução óssea é mais apropriado para esse paciente?
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Tema central: reconstrução óssea em deformidade pós-fratura do fêmur distal (malunhão/defeito ósseo). Nessas situações, a conduta deve repor volume ósseo e estimular consolidação (biologia), além de permitir correção de eixo (mecânica) com estabilização adequada.
Alternativa correta: A — Enxerto ósseo autólogo da crista ilíaca.
O enxerto autólogo da crista ilíaca é o “padrão-ouro” para reconstrução de defeitos ósseos e tratamento de não uniões por reunir as três propriedades essenciais: osteogênese (células osteoprogenitoras), osteoindução (fatores de crescimento) e osteocondução (arcabouço). É amplamente recomendado em malunhões do fêmur distal com perda óssea/metafisária para preencher o defeito e potencializar a consolidação, geralmente associado a uma fixação interna estável e, quando necessário, osteotomia de correção do eixo. Referências: AO Principles of Fracture Management; Rockwood & Green’s Fractures; UpToDate (Nonunion of fractures; Bone grafts and substitutes).
Por que as demais estão incorretas?
- B — Implante intramedular de titânio: hastes intramedulares tratam fraturas diafisárias e NÃO fazem “reconstrução” de defeito. Em deformidades metafisárias do fêmur distal, o controle de alinhamento e a necessidade de preenchimento ósseo tornam a haste isolada inadequada.
- C — Fixação externa com hastes intramedulares: combinação atípica. Fixadores externos (Ilizarov/hexápodes) são úteis em casos selecionados (infecção, grandes perdas segmentares, transporte ósseo), mas não são primeira escolha em um adulto de 50 anos com cenário eletivo e possibilidade de enxerto autólogo e fixação interna estável.
- D — Transplante de células-tronco mesenquimais: abordagem ainda investigacional; não substitui o enxerto autólogo em eficácia e previsibilidade na prática clínica corrente (AAOS/UpToDate). Não é padrão em concursos.
- E — Osteotomia de correção: corrige o alinhamento, mas não reconstrói defeitos nem otimiza a biologia da consolidação. Em muitos casos, é realizada junto com enxerto autólogo e fixação, porém isoladamente não atende ao objetivo de “reconstrução óssea”.
Estratégia de prova: ao ler “reconstrução óssea”, priorize opções que acrescentem biologia ao foco mecânico: enxerto autólogo é a escolha clássica por combinar osteogênese/indução/condução. “Osteotomia” e “implante” são sobretudo mecânicos; “células-tronco” ainda é experimental.
Conduta prática (resumo): planejamento com radiografias/TC para medir deformidade e defeito; realização de osteotomia se necessário, estabilização interna (placa bloqueada no fêmur distal) e enxerto autólogo da crista ilíaca para preencher e estimular consolidação.
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