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Q2541326 Medicina
Um paciente de 45 anos de idade é diagnosticado com um tumor ósseo após uma série de exames de imagem. O médico ortopedista decide solicitar alguns testes adicionais para ajudar no acompanhamento da progressão do tumor e no planejamento do tratamento.
Qual dos seguintes marcadores tumorais específicos é mais comumente associado a tumores ósseos e pode ser útil nesse cenário?
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Tema central: escolha do marcador tumoral mais útil para acompanhamento de tumores ósseos. Em Ortopedia Oncológica, os marcadores que refletem atividade osteoblástica são os mais relevantes para monitorar evolução e resposta terapêutica.

Alternativa correta: E – ALP (Fosfatase Alcalina)

A ALP, especialmente a fração óssea, aumenta com a formação óssea e é frequentemente elevada em osteossarcoma, metástases osteoblásticas (ex.: próstata), doença de Paget e consolidação de fraturas. Em sarcomas ósseos, níveis elevados de ALP se associam a maior carga tumoral e pior prognóstico, sendo útil no baseline e no follow-up para avaliar resposta ao tratamento e possível recidiva. Diretrizes e revisões (ESMO/NCCN para sarcomas ósseos; UpToDate; Campbell’s Operative Orthopaedics) reconhecem ALP e LDH como marcadores laboratoriais prognósticos relevantes em osteossarcoma.

Pegadinha de prova: não confundir “tumor ósseo” com “tumor que metastatiza para os ossos”. O marcador deve ser do osso (remodelação/atividade osteoblástica), não do órgão primário de outra neoplasia.

Por que as outras estão incorretas?

A – CEA: típico de tumores gastrointestinais (especialmente colorretal) e alguns de pulmão/pâncreas. Útil para detecção de recidiva e metástases desses primários, mas não reflete atividade óssea nem é marcador de sarcomas ósseos.

B – CA-125: marcador de neoplasia epitelial de ovário e condições peritoneais. Pode subir em derrames/infecções, porém não tem utilidade no acompanhamento de tumores primários do osso.

C – AFP: associado a carcinoma hepatocelular e tumores de células germinativas (saco vitelino). Não é marcador de remodelação óssea nem de sarcomas.

D – PSA: específico de tecido prostático. Útil para monitorar câncer de próstata, inclusive com metástases ósseas osteoblásticas, mas monitora a doença prostática, não um tumor ósseo primário. Logo, não é o melhor neste cenário.

Dica prática para a prova: em tumores ósseos, priorize marcadores de turnover ósseo (ALP; eventualmente LDH como prognóstico no osteossarcoma). Associe sempre com imagem (RX, RM, TC, cintilografia/PET) e biópsia para confirmação histológica.

Referências de apoio: ESMO Guidelines – Bone Sarcomas; NCCN Clinical Practice Guidelines in Oncology – Bone Cancer; UpToDate (Evaluation and management of osteosarcoma); Campbell’s Operative Orthopaedics; Miller’s Review of Orthopaedics.

Gabarito: E

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A questão envolve a identificação do marcador tumoral específico que é mais comumente associado a tumores ósseos, o que é crucial para o acompanhamento e planejamento do tratamento do paciente. As opções fornecidas incluem vários marcadores tumorais, cada um associado a diferentes tipos de câncer. O CEA (Antígeno Carcinoembrionário) é geralmente associado a cânceres gastrointestinais, o CA-125 (Antígeno Carbohidratado 125) é comumente ligado ao câncer de ovário, a AFP (Alfafetoproteína) está associada a cânceres hepáticos e de células germinativas, e o PSA (Antígeno Prostático Específico) é específico para o câncer de próstata. A Fosfatase Alcalina (ALP), por outro lado, é um marcador que pode estar elevado em várias condições, incluindo doenças ósseas e hepáticas. No contexto de tumores ósseos, a ALP é particularmente relevante porque sua elevação pode indicar aumento da atividade osteoblástica, que é comum em doenças ósseas metastáticas ou em alguns tumores ósseos primários. Portanto, a resposta correta é a alternativa E - ALP (Fosfatase Alcalina), pois é o marcador tumoral mais utilizado para monitorar a progressão de tumores ósseos.

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