É considerado, por força de lei, ato de improbidade administ...
É considerado, por força de lei, ato de improbidade administrativa por parte do Prefeito Municipal:
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Gabarito comentado
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Gabarito: A
Fundamento decisivo: A Lei nº 10.257/2001, art. 52, caput, dispõe: “Art. 52. Sem prejuízo da punição de outros agentes públicos envolvidos e da aplicação de outras sanções cabíveis, o Prefeito incorre em improbidade administrativa, nos termos da Lei nº 8.429, de 2 de junho de 1992, quando:”; seu inciso V prevê: “V – aplicar os recursos auferidos com operações consorciadas em desacordo com o previsto no § 1º do art. 33 desta Lei;”. O art. 33, § 1º, da mesma lei determina: “§ 1º Os recursos obtidos pelo Poder Público municipal na forma do inciso VI deste artigo serão aplicados exclusivamente na própria operação urbana consorciada.” Como a alternativa A descreve o descumprimento dessa destinação exclusiva, corresponde à hipótese legal e é a correta.
- Identifique a origem dos recursos: os da operação urbana consorciada ficam vinculados à própria operação; os da outorga onerosa seguem as finalidades dos arts. 31 e 26.
- No aproveitamento do imóvel incorporado ao patrimônio público, confira o prazo de cinco anos e seu termo inicial: a incorporação.
- Na hipótese de aquisição por preempção do art. 52, VIII, verifique se o preço é comprovadamente superior ao de mercado.
- Separe a previsão legal da conduta dos requisitos de responsabilização concreta: a tipificação especial não dispensa a comprovação de ato doloso com fim ilícito.
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Comentários
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A - art. 52, V c/c art. 33, §1º da Lei 10257/2001 (Estatuto da Cidade)
Quase fiquei d0ido, mas não foi dessa vez
Art. 52. Sem prejuízo da punição de outros agentes públicos envolvidos e da aplicação de outras sanções cabíveis, o Prefeito incorre em improbidade administrativa, nos termos da Lei no 8.429, de 2 de junho de 1992 quando:
II – deixar de proceder, no prazo de cinco anos, o adequado aproveitamento do imóvel incorporado ao patrimônio público, conforme o disposto no § 4 do art. 8 desta Lei;
III – utilizar áreas obtidas por meio do direito de preempção em desacordo com o disposto no art. 26 desta Lei;
IV – aplicar os recursos auferidos com a outorga onerosa do direito de construir e de alteração de uso em desacordo com o previsto no art. 31 desta Lei;
V – aplicar os recursos auferidos com operações consorciadas em desacordo com o previsto no § 1 do art. 33 desta Lei;
VI – impedir ou deixar de garantir os requisitos contidos nos incisos I a III do § 4do art. 40 desta Lei;
VII – deixar de tomar as providências necessárias para garantir a observância do disposto no § 3do art. 40 e no art. 50 desta Lei;
VIII – adquirir imóvel objeto de direito de preempção, nos termos dos arts. 25 a 27 desta Lei, pelo valor da proposta apresentada, se este for, comprovadamente, superior ao de mercado.
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