Paciente do sexo feminino de 32 anos procura a unidade básic...

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Q3875652 Medicina
Paciente do sexo feminino de 32 anos procura a unidade básica de saúde com queixa de corrimento vaginal esbranquiçado, sem odor, associado a prurido intenso e dispareunia leve. Refere que os sintomas surgem frequentemente após o uso de antibióticos. Exame especular: mucosa vaginal hiperemiada, com placas brancas aderidas. Qual é o diagnóstico mais provável e a conduta inicial indicada?
Alternativas

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: O quadro clínico é compatível com candidíase vulvovaginal: prurido intenso, corrimento branco sem odor, hiperemia vaginal, placas brancas aderidas e piora recorrente após uso de antibióticos. Esse padrão favorece Candida spp. e sustenta como conduta inicial o antifúngico tópico vaginal ou o azólico oral, o que torna a alternativa A correta.

Tema central: Candidíase vulvovaginal
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque o enunciado reúne os achados clássicos de candidíase vulvovaginal inflamatória: prurido importante, corrimento esbranquiçado sem odor, mucosa hiperemiada e placas brancas aderidas ao exame. O antecedente de episódios após uso de antibióticos reforça esse diagnóstico, pois a alteração da microbiota vaginal favorece proliferação de Candida. Em quadro clínico típico como este, a conduta inicial compatível é antifúngico vaginal tópico ou azólico oral.
B
Errada
Está errada porque vaginose bacteriana costuma causar corrimento fino, homogêneo, acinzentado e com odor amínico, geralmente com pouca inflamação. Aqui ocorre o oposto do padrão de VB: ausência de odor, prurido intenso, hiperemia e placas brancas aderidas. Além disso, metronidazol trata vaginose bacteriana, não o quadro típico de candidíase descrito.
C
Errada
Está errada porque tricomoníase tipicamente cursa com corrimento amarelo-esverdeado, frequentemente espumoso, com odor desagradável e colpite de outro padrão. Placas brancas aderidas e relação com uso de antibióticos não são achados que sustentem tricomoníase. O detalhe de tratar o casal se aplica ao contexto de IST, mas o quadro clínico apresentado não corresponde a essa hipótese.
D
Errada
Está errada porque o caso não é inespecífico: há achados semiológicos objetivos que apontam para vulvovaginite fúngica. Prurido intenso, inflamação local e placas brancas aderidas caracterizam um quadro tratável, de modo que observação e higiene local isoladas seriam conduta insuficiente.
E
Errada
Está errada porque herpes genital costuma se manifestar com lesões vesiculosas ou ulceradas dolorosas, ardor e possível disúria, e não com corrimento branco típico e placas aderidas ao exame especular. A dispareunia leve do enunciado não substitui a ausência das lesões herpéticas características.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre qualquer corrimento vaginal e vaginose bacteriana. O que desfaz essa armadilha é reconhecer o padrão inflamatório com prurido intenso, ausência de odor, placas brancas aderidas e gatilho após antibióticos, que aponta para candidíase.
Dica para questões semelhantes
  • Valorize o conjunto prurido intenso + corrimento branco sem odor + hiperemia + placas aderidas como padrão de candidíase.
  • Use a presença ou ausência de odor como critério de triagem: odor amínico favorece vaginose bacteriana; sua ausência enfraquece essa hipótese.
  • Quando o enunciado trouxer piora ou recorrência após antibióticos, pense em supercrescimento de Candida.
  • Não escolha metronidazol automaticamente diante de corrimento vaginal; primeiro defina o padrão clínico da vulvovaginite.

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