Paciente do sexo masculino 36 anos, descobriu recentemente s...

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Q3875637 Medicina
Paciente do sexo masculino 36 anos, descobriu recentemente ser HIV positivo, pois foi consultar com quadro arrastado de 3 semanas de febre, fadiga, tosse com pouca expectoração e perda de peso. Ao exame físico apresentava candidíase oral. O médico então solicitou alguns exames, com dosagens de CD4 e carga viral, que não ficaram prontos, mas desconfiou que o rapaz estivesse com CD4 baixo, pois apresentava linfopenia ao hemograma e aumento importante de LDH. Com a piora do quadro clínico e o aparecimento de dificuldade respiratória o médico decidiu solicitar vaga de internação com uma suspeita diagnóstica e tendo iniciado tratamento com: 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: Em paciente com HIV e suspeita de imunossupressão avançada, o quadro subagudo de semanas com febre, tosse com pouca expectoração, dispneia progressiva, candidíase oral e LDH elevado é compatível com pneumocistose; por isso, a alternativa correta é a que indica sulfametoxazol-trimetoprima.

Tema central: Pneumocistose no HIV
Análise das alternativas
A
Errada
Incorreta. Pneumonia bacteriana comunitária costuma ter apresentação mais aguda e geralmente cursa com expectoração mais evidente. Aqui, o padrão sindrômico é de infecção oportunista subaguda em HIV avançado: 3 semanas de evolução, tosse pouco produtiva, dispneia progressiva, candidíase oral e LDH elevado. Ceftriaxone com azitromicina trata pneumonia bacteriana, mas não corresponde à hipótese principal sustentada pelo quadro.
B
Errada
Incorreta. Aspergilose não é a hipótese clínica mais compatível com os achados descritos, mas, além disso, há erro farmacológico objetivo: fluconazol não é tratamento adequado para aspergilose. Portanto, a alternativa falha mesmo independentemente da discussão diagnóstica.
C
Errada
Incorreta. Tuberculose é diferencial relevante em paciente com HIV, febre e perda de peso, mas não é a melhor explicação para este conjunto. O que pesa a favor de pneumocistose é a combinação de tosse pauciprodutiva, dispneia progressiva, suspeita de imunossupressão avançada e LDH elevado. RIPE só se sustentaria se tuberculose fosse a hipótese principal, o que a base não confirma aqui.
D
Certa
A alternativa D é a única que integra corretamente hipótese diagnóstica e tratamento. O enunciado descreve padrão clássico de pneumocistose em paciente com provável imunossupressão celular importante: evolução arrastada, febre, perda de peso, tosse seca ou pauciprodutiva, piora com dispneia, candidíase oral como marcador indireto de CD4 baixo, linfopenia e LDH elevado como pista adicional. Nesse cenário, sulfametoxazol-trimetoprima é o tratamento inicial de escolha.
E
Errada
Incorreta. Candidíase oral indica imunossupressão, mas não define candidíase invasiva. O enunciado não traz evidências de candidemia, sepse fúngica ou foco invasivo sistêmico como causa do quadro respiratório. Presumir candidíase invasiva a partir de lesão mucosa é erro de interpretação clínica; por isso, anfotericina B não se sustenta nesse cenário.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre marcador de imunossupressão e etiologia do quadro: candidíase oral sugere HIV avançado, mas não significa candidíase invasiva; além disso, emagrecimento e febre arrastada podem puxar para tuberculose, porém o padrão respiratório com tosse pouco produtiva, dispneia progressiva e LDH elevado favorece pneumocistose.
Dica para questões semelhantes
  • Em HIV com suspeita de CD4 baixo, valorize síndrome respiratória subaguda com tosse seca ou pauciprodutiva e dispneia progressiva como pista forte de pneumocistose.
  • Use candidíase oral e linfopenia como marcadores indiretos de imunossupressão celular, não como prova de doença invasiva por Candida.
  • LDH elevado isoladamente não confirma o diagnóstico, mas, no contexto clínico compatível, reforça a suspeita de pneumocistose.
  • Cheque se a alternativa traz não só a hipótese diagnóstica plausível, mas também o tratamento tecnicamente correto para ela.

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