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Q3840511 Ética na Administração Pública
Um servidor público municipal descobre que seu cunhado pretende abrir uma empresa e participar de licitações da prefeitura. O cunhado pede que o servidor lhe informe antecipadamente sobre editais que serão publicados, argumentando que não está pedindo nenhum favorecimento, apenas informações que logo se tornarão públicas. O servidor não trabalha no setor de licitações, mas tem acesso ao sistema interno onde constam minutas de editais ainda não publicados. A conduta que demonstra integridade ética é: 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: O ponto decisivo era que o servidor tinha acesso a minutas de editais ainda não publicadas no sistema interno. Como o enunciado indica repasse antes da divulgação oficial, a conduta criaria vantagem indevida a um particular e leva à alternativa C.

Tema central: Informação interna e isonomia
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque admite repasse antecipado de informação interna e apenas tenta diminuir a gravidade pelo fato de serem informações gerais. O critério decisivo da questão afasta essa saída: qualquer compartilhamento prévio de conteúdo não publicado rompe a igualdade entre os interessados.
B
Errada
Está errada porque confunde informação futuramente pública com informação atualmente pública. O fato de o edital vir a ser publicado não autoriza antecipação seletiva antes do momento oficial, pois isso beneficia indevidamente um concorrente.
C
Certa
A alternativa C está certa porque aplica o dever ético de resguardar informação interna ainda não divulgada oficialmente e de não usar acesso interno para favorecer particular. O critério técnico da questão é a preservação da isonomia: antes da publicação oficial, o conteúdo das minutas não está igualmente disponível aos demais interessados, e sua antecipação cria vantagem indevida, ainda que a informação venha a ser pública depois e ainda que o beneficiário seja parente.
D
Errada
Está errada porque relativiza a impropriedade ética com base no vínculo familiar e na ideia de exceção única. Pela base, favorecimento indevido não se torna aceitável por ser eventual nem por ser motivado por relação pessoal.
E
Errada
Está errada porque desloca a decisão para o setor de licitações, mas mantém aberta a possibilidade de repasse de informação interna ainda não publicada. O problema central não é quem decide formalmente, e sim a inadequação ética de compartilhar antecipadamente esse conteúdo.
Pegadinha da questão
A confusão explorada foi tratar informação ainda interna como se já fosse pública apenas porque será publicada depois.
Dica para questões semelhantes
  • Se a informação ainda não foi oficialmente divulgada, não pode ser antecipada seletivamente a particular.
  • O teste decisivo é a isonomia entre os interessados: se o repasse dá vantagem antes da divulgação geral, a conduta é antiética.
  • Parentesco, repasse parcial ou caráter eventual do favor não afastam a vantagem indevida.
  • Consultar outro setor não sana o problema quando o conteúdo continua sendo interno e não publicado.

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