Paciente de 42 anos, com 25 semanas de gestação gemelar foi ...
No caso, assinale a opção que apresenta a melhor conduta.
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Tema central: A questão aborda o manejo de abscesso intraperitoneal por apendicite aguda em gestante com antecedente cirúrgico recente. Estamos diante de um caso de apendicite complicada (formação de abscesso), em paciente gestante, exigindo conhecimento técnico sobre conduta minimamente invasiva e segurança materno-fetal.
Justificativa da alternativa correta (D): A punção percutânea do abscesso guiada por imagem, associada a antibioticoterapia, é a conduta de escolha, conforme a literatura moderna (UpToDate, Sabiston, diretrizes SAGES). Este método proporciona controle inicial da infecção, reduz as complicações fetais por intervenção cirúrgica de emergência e possibilita programar uma cirurgia definitiva (apendicectomia intervalar) posteriormente.
Por que é preferida essa abordagem em gestantes? O procedimento minimamente invasivo diminui riscos de trabalho de parto prematuro, complicações anestésicas e infecção disseminada, além de ser altamente eficaz quando o abscesso é bem delimitado e acessível à punção.
Referência: Segundo o UpToDate e o manual de Schwartz, “gestantes e imunodeprimidos com abscesso bem delimitado devem ser manejados, preferencialmente, com drenagem percutânea e antibiótico, reservando o tratamento cirúrgico definitivo para fase eletiva” (Schwartz, Princípios de Cirurgia, 10ª Ed.).
Análise das alternativas incorretas:
A) Apendicectomia por incisão de Davis: Técnica clássica para apendicite não complicada. Frente a abscesso, há maior risco de disseminação infecciosa e complicações materno-fetais.
B) Apenas antibiótico: O tratamento isolado com antibióticos não resolve abscesso bem delimitado, que exige drenagem mecânica, segundo as melhores práticas clínico-cirúrgicas.
C) Videolaparoscopia: Apesar de utilizável em gestantes, é reservada a casos sem abscesso bem delimitado ou falha da drenagem percutânea, visto que aumenta risco cirúrgico desnecessário nesta situação.
E) Incisão mediana supra umbilical: Não é indicada nesta topografia, aumenta risco operatório e não prioriza abordagem minimamente invasiva, principalmente na gestante.
Dica de prova: Fique atento ao perfil do paciente (gestante, imunodeprimido, crianças) e à descrição de “abscesso bem delimitado”: raramente a conduta imediata será cirurgia aberta nesses contextos.
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