Paciente de 42 anos, com 25 semanas de gestação gemelar foi ...

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Q2040477 Medicina
Paciente de 42 anos, com 25 semanas de gestação gemelar foi submetida a cirurgia intrauterina para tratamento da síndrome de transfusão feto fetal. O procedimento foi sem intercorrências. Após 3 semanas evoluiu com dor abdominal e febre, sendo diagnosticado um abscesso intraperitoneal por apendicite aguda.
No caso, assinale a opção que apresenta a melhor conduta. 
Alternativas

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Tema central: A questão aborda o manejo de abscesso intraperitoneal por apendicite aguda em gestante com antecedente cirúrgico recente. Estamos diante de um caso de apendicite complicada (formação de abscesso), em paciente gestante, exigindo conhecimento técnico sobre conduta minimamente invasiva e segurança materno-fetal.

Justificativa da alternativa correta (D): A punção percutânea do abscesso guiada por imagem, associada a antibioticoterapia, é a conduta de escolha, conforme a literatura moderna (UpToDate, Sabiston, diretrizes SAGES). Este método proporciona controle inicial da infecção, reduz as complicações fetais por intervenção cirúrgica de emergência e possibilita programar uma cirurgia definitiva (apendicectomia intervalar) posteriormente.

Por que é preferida essa abordagem em gestantes? O procedimento minimamente invasivo diminui riscos de trabalho de parto prematuro, complicações anestésicas e infecção disseminada, além de ser altamente eficaz quando o abscesso é bem delimitado e acessível à punção.

Referência: Segundo o UpToDate e o manual de Schwartz, “gestantes e imunodeprimidos com abscesso bem delimitado devem ser manejados, preferencialmente, com drenagem percutânea e antibiótico, reservando o tratamento cirúrgico definitivo para fase eletiva” (Schwartz, Princípios de Cirurgia, 10ª Ed.).

Análise das alternativas incorretas:

A) Apendicectomia por incisão de Davis: Técnica clássica para apendicite não complicada. Frente a abscesso, há maior risco de disseminação infecciosa e complicações materno-fetais.

B) Apenas antibiótico: O tratamento isolado com antibióticos não resolve abscesso bem delimitado, que exige drenagem mecânica, segundo as melhores práticas clínico-cirúrgicas.

C) Videolaparoscopia: Apesar de utilizável em gestantes, é reservada a casos sem abscesso bem delimitado ou falha da drenagem percutânea, visto que aumenta risco cirúrgico desnecessário nesta situação.

E) Incisão mediana supra umbilical: Não é indicada nesta topografia, aumenta risco operatório e não prioriza abordagem minimamente invasiva, principalmente na gestante.

Dica de prova: Fique atento ao perfil do paciente (gestante, imunodeprimido, crianças) e à descrição de “abscesso bem delimitado”: raramente a conduta imediata será cirurgia aberta nesses contextos.

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No caso em questão, a melhor conduta é a alternativa D - Punção percutânea do abscesso e antibióticos. A gestação é um estado que requer cuidados especiais, e a punção percutânea do abscesso é uma opção terapêutica menos invasiva e com menor risco para a paciente e para os fetos, se comparada à apendicectomia. Além disso, o uso de antibióticos é fundamental para o tratamento da infecção. A apendicectomia pode ser considerada em caso de falha da terapia conservadora ou se houver sinais de peritonite ou obstrução intestinal.

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