Sobre os transplantes e sua imunologia, assinale a afirmativ...

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Q2040456 Medicina
Sobre os transplantes e sua imunologia, assinale a afirmativa incorreta
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Tema central: Transplantes e imunologia do transplante são assuntos de alta relevância no contexto do cirurgião geral, especialmente quanto à fisiopatologia dos tipos de rejeição e ao manejo imunossupressor. A questão solicita a alternativa incorreta sobre o tema.

Justificativa da alternativa incorreta (B):
A alternativa B afirma: “A rejeição aguda é mediada por linfócitos B, pode ocorrer de dias a meses após o transplante e é a única que pode ser revertida com imunossupressão.”
Essa afirmação está incorreta por dois motivos principais:

  • Rejeição aguda é predominantemente mediada por linfócitos T (imunidade celular), e não por linfócitos B.
  • Não é correto afirmar que apenas a rejeição aguda pode ser revertida com imunossupressão. A rejeição hiperaguda, por exemplo, raramente é reversível, enquanto episódios subagudos podem, em certos contextos, responder parcialmente.

Segundo as Diretrizes do Ministério da Saúde (PCDT de Imunossupressão em Transplante Hepático, p.10):
“A rejeição aguda mediada por linfócitos T é a mais comum, ocorrendo frequentemente nos primeiros 6 meses após o transplante.”

Análise das alternativas corretas:

A) Correta. A rejeição hiperaguda é imediata (minutos a horas), mediada por anticorpos prévios; evitada por testes de compatibilidade. Está descrita assim no PCDT do Ministério da Saúde.

C) Correta. A rejeição crônica envolve fibrose do enxerto, ocorre tardiamente e seu maior fator de risco é a rejeição aguda prévia. Tal fato é relatado em livros referência como o Sabiston: Tratado de Cirurgia.

D) Correta. A imunossupressão se divide em indução (mais intensa, início pós-transplante, com risco de infecção/linfoma) e manutenção, conforme amplamente abordado pelas Diretrizes Brasileiras de Transplante.

E) Correta. A imunidade inata (principalmente neutrófilos e macrófagos) é mais ativada pela isquemia-reperfusão do órgão do que apenas pela antigeneicidade do transplante.

Estratégia em provas:
Fique atento a termos absolutos (“única”, “sempre”) e associações de mediadores celulares compatíveis com cada tipo de rejeição. Sempre recorra a fontes como Harrison, Sabiston e diretrizes do Ministério da Saúde para revisar fisiopatologia e condutas corretas.

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A afirmativa incorreta é a alternativa A. A rejeição hiperaguda ocorre de minutos a horas após o transplante e é mediada por anticorpos pré-existentes, geralmente dirigidos contra antígenos do sistema ABO ou antígenos do complexo maior de histocompatibilidade (MHC) classe I. Ela não pode ser prevenida apenas com testes de compatibilidade das células do doador com o soro do receptor, mas sim com a seleção de um doador compatível e a realização de testes cruzados para detectar anticorpos pré-existentes no receptor. A rejeição aguda é mediada por linfócitos T e B, e é a única que pode ser revertida com imunossupressão. A rejeição crônica ocorre anos após o transplante e é um processo que envolve fibrose do enxerto e pode ser desencadeada por rejeições agudas prévias. A imunossupressão do transplante é dividida em terapias de indução e manutenção, e a primeira é mais agressiva e pode aumentar o risco de infecções oportunistas ou malignidades. A imunidade inata é mais reativa a um órgão isquêmico do que propriamente a um órgão transplantado de um ser da mesma espécie.

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