Segundo consenso brasileiro de doença do refluxo gastroesof...
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Tema central: Esta questão aborda as indicações de biópsias endoscópicas em esofagite por refluxo gastroesofágico, com base em classificações endoscópicas padronizadas. Fundamental para o concurso na área médica, este tema diferencia a conduta diante de lesões agudas e crônicas do esôfago.
Justificativa da alternativa correta (B):
A classificação de Savary-Miller modificada é referência nacional e internacional para estratificação da gravidade da esofagite. Segundo o Projeto Diretrizes – Refluxo Gastroesofágico: Diagnóstico e Tratamento (AMB/CFM), o grau 4 compreende lesões crônicas, como úlcera e/ou estenose, isoladas ou associadas a lesões dos graus 1 a 3. Nestes casos, a realização de biópsia endoscópica está indicada para avaliar etiologias diferenciais graves – como neoplasias, infecções (em imunossuprimidos) ou diagnóstico de esôfago de Barrett.
Trecho do Protocolo:
“No grau 4, estão indicadas biópsias para investigação histopatológica e exclusão de malignidade, principalmente diante de presença de úlcera, estenose ou suspeita de lesão avançada.”
Análise das alternativas incorretas:
- A) Grau III de Allison – Classificação pouco utilizada na prática atual brasileira. A conduta típica não prevê biópsias sistematicamente neste grau, exceto em suspeita clínica de complicações.
- C) Grau III de Hetzel – O mesmo raciocínio: essa classificação não é referência nacional, e os graus intermediários não são indicações formais de biópsia.
- D) Grau D de Los Angeles – Embora o grau D corresponda a lesão extensa por toda a circunferência, as diretrizes não indicam biópsia rotineira para esofagite erosiva, salvo outras suspeitas clínicas.
- E) Grau IV de Tytgat – Essa nomenclatura não se aplica aos consensos e protocolos brasileiros, podendo confundir o candidato.
Estratégias para acertar a questão: Busque sempre associar a indicação de biópsia a lesões crônicas e complicadas (úlcera, estenose, suspeita de neoplasia). Classificações não aplicáveis à prática e a existência de graus agudos/extensos sem complicação crônica não exigem biópsias de rotina.
Segundo o consenso e conforme Goldman – Cecil Medicina Interna e UpToDate, apenas graus altos e crônicos (exemplo: Savary-Miller grau 4) têm biópsia recomendada.
Conclusão: Lembre-se de revisar as principais classificações endoscópicas e as indicações de biópsia para evitar pegadinhas de alternativas com nomes familiares, porém não recomendadas no Brasil.
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