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Q2606971 Medicina
        Paciente, com 57 anos de idade, sexo masculino, agricultor, procurou atendimento devido a desconforto na garganta, disfagia para sólidos, odinofagia e otalgia à esquerda havia cerca de quatro meses. Na consulta, negou outras queixas, negou tabagismo e referiu etilismo (cerca de 200 mL de aguardente/dia durante 30 anos). Ao exame físico, apresentou linfonodomegalia em níveis II e III bilateralmente, com 3,0 cm no maior diâmetro.  

Considerando o caso clínico precedente e assuntos relacionados ao carcinoma espinocelular (CEC), julgue o próximo item.


A principal hipótese diagnóstica no caso em tela é CEC de hipofaringe, que é associado ao melhor prognóstico dos CEC de cabeça e pescoço.  

Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: E (Errado)

Tema central: O enunciado aborda o carcinoma espinocelular (CEC) de cabeça e pescoço, focando especialmente em prognóstico do CEC de hipofaringe.

Por que a alternativa está correta (“E” - Errado)?

A principal hipótese diagnóstica realmente é CEC de hipofaringe, devido ao quadro clínico: homem, etilista crônico, disfagia progressiva, odinofagia, otalgia referida e linfonodomegalia cervical em níveis II e III. Porém, o prognóstico NÃO é o melhor entre os CEC de cabeça e pescoço. Na verdade, trata-se do subtipo de pior prognóstico desses tumores, devido à apresentação frequentemente tardia, alta taxa de metástases linfonodais e envolvimento de estruturas vitais na hipofaringe.

Embasa científico:
Segundo o Projeto Diretrizes – Câncer de Laringe: Tratamento, “Carcinoma espinocelular de laringe, orofaringe e hipofaringe... estão associados a substancial morbidade, afetando potencialmente funções básicas, como respiração, deglutição e fala”. Em particular, a sobrevida global a 3 anos em casos avançados de CEC de hipofaringe chega a apenas 22%, valor considerado baixo entre os tumores dessa região.

Estratégias para evitar pegadinhas:

  • Fique atento a afirmações absolutas como "melhor prognóstico", especialmente em tumores conhecidos por agressividade e diagnóstico tardio.
  • Lembre-se: tumores de hipofaringe quase sempre são diagnosticados em fases avançadas, dificultando tratamento efetivo.
  • Leve em conta fatores de risco epidemiológicos: etilismo e linfonodomegalias aumentam suspeição.

Alternativa “C” (“Certo”): Incorreta, pois contraria evidências e protocolos clínicos atuais, que indicam mau prognóstico no CEC de hipofaringe.

Alternativa “E” (“Errado”): Correta, pois reconhece que a afirmação do enunciado está equivocada quanto ao prognóstico.

Resumo: O CEC de hipofaringe não está ligado ao melhor prognóstico entre tumores de cabeça e pescoço. Essa diferenciação é essencial para acertar questões similares.

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