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Q2606970 Medicina
        Mulher, de 35 anos de idade, assintomática e sem comorbidades, durante exames de rotina apresentou achado de nódulo tireoidiano em lobo direito. Laudo de ultrassonografia relata nódulo sólido, hipoecoico, margem irregular, oval, medindo 1,3 cm × 0,8 cm × 1,0 cm, localizado em 1/3 superior de lobo direito. 

A respeito da avaliação e investigação do caso precedente, julgue o item a seguir. 


Os achados ultrassonográficos descritos são de elevada suspeição, estando indicada a punção aspirativa por agulha fina.

Alternativas

Gabarito comentado

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Tema central: Avaliação de nódulo tireoidiano detectado em exame de rotina, com foco nos critérios ultrassonográficos e conduta frente ao risco de malignidade.

Comentário detalhado:

A ultrassonografia é o principal exame para classificar o risco dos nódulos tireoidianos. Entre as características ultrassonográficas de suspeita para malignidade destacam-se: hipoecogenicidade, margens irregulares, microcalcificações, microlobulações e formato mais alto que largo.

No caso apresentado, o nódulo tem 1,3 cm (maior eixo), é hipoecoico e possui margens irregulares, todos fatores associados a maior risco para câncer de tireoide. Segundo as principais diretrizes, como as “Primeiras Diretrizes Clínicas” do Ministério da Saúde e os consensos da Sociedade Brasileira de Endocrinologia, nódulos maiores que 1 cm com sinais ultrassonográficos suspeitos devem ser submetidos à punção aspirativa por agulha fina (PAAF) para análise citológica.

Fundamentação normativa:

Segundo as “Primeiras Diretrizes Clínicas”:
“Pacientes com nódulo maior que 1 cm e função tireoidiana normal devem ter seu nódulo puncionado. Nódulos menores que 1 cm deverão ser puncionados se apresentarem sinais de suspeita de malignidade à ultrassonografia…”

Estratégias e pegadinhas:

Em exames, atenção para pegadinhas como considerar apenas o tamanho do nódulo. É fundamental associar as características ultrassonográficas ao tamanho para definir a indicação da PAAF. Termos como “nódulo assintomático” ou “sem comorbidades” não anulam a indicação se há sinais suspeitos ao USG.

Justificativa da alternativa correta (Certo):
Os achados descritos apontam alto risco de malignidade pelo padrão ultrassonográfico e dimensão, sendo mandatória a realização da PAAF.

Sobre a alternativa incorreta (“Errado”):
Estaria equivocada, pois desconsideraria critérios respaldados em diretrizes e evidências científicas.

Evidência adicional: O tratado Harrison’s Medicina Interna também reforça essa conduta: nódulos ≥1 cm com achados ultrassonográficos suspeitos são obrigatoriamente investigados por PAAF.

Em resumo: a alternativa “Certo” é fundamentada em protocolos atuais e sólida prática clínica.

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