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Q195858 Português
REMÉDIOS
Dicionário histórico – Brasil. Ângela Vianna Botelho e Liana Maria Reis

As drogas medicinais ou “drogas da virtude”, prescritas pelos físicos, odontólogos e médicos homeopatas ou alopatas eram manipuladas por boticários, que importavam remédios europeus e usavam produtos nativos em sua formulação. Os remédios objetivavam muito mais a sintomatologia que a etiologia. A partir de 1837, houve adoção oficial do “Codex medicamentarius gallicus”, que vigorou no Brasil até 1926. Muitas vezes, entretanto, a população recorria à obra Medicina Doméstica, de Buchan, e, posteriormente, à de Chernoviz, bem como à homeopatia de Hahnemann, acabando por se automedicar. As drogas medicinais mais receitadas continuaram a ser o mercúrio, a quina e os vomitivos, purgativos, diuréticos e sudoríficos, muitas vezes extraídos das plantas e raízes nativas, de comprovada eficácia. Eram também muito utilizados os emplastros, fricções e escalda-pés. Aplicações de ventosas, sangrias e sanguessugas eram comumente receitadas, sendo que os banhos de mar e termais passaram a ser prescritos principalmente para infecções cutâneas.
Todas as informações abaixo estão presentes no texto, retirado de um dicionário histórico do Brasil. Sobre esse texto pode-se dizer que:
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: O critério decisivo é a progressão temporal explícita do verbete histórico, marcada por “A partir de 1837, houve adoção oficial do “Codex medicamentarius gallicus”, que vigorou no Brasil até 1926. Muitas vezes, entretanto, a população recorria à obra Medicina Doméstica, de Buchan, e, posteriormente, à de Chernoviz”. Esses marcadores organizam o texto em sequência cronológica de práticas e referências terapêuticas, o que sustenta a síntese de evolução temporal dos tratamentos médicos no passado brasileiro.

Tema central: progressão histórica dos tratamentos
Análise das alternativas
A
Errada
Incorreta porque o texto apenas menciona “físicos, odontólogos e médicos homeopatas ou alopatas” como profissionais ligados à prescrição, mas não compara suas funções, métodos ou diferenças. Há enumeração de agentes, não exposição das diferenças existentes entre todos eles.
B
Certa
A alternativa B sintetiza corretamente a ideia global do texto porque o verbete apresenta mudanças e continuidades nas práticas medicinais em um eixo histórico, com marcações temporais objetivas e sucessão de referências terapêuticas. O sentido de “evolução”, aqui, é cronológico: o texto mostra como práticas, obras de consulta e prescrições foram sendo adotadas ao longo do tempo no Brasil, sem sair do recorte histórico.
C
Errada
Incorreta porque a alternativa introduz um juízo de valor ausente no texto: não há afirmação de “atraso” da medicina no Brasil. Também não aparece a causa “distância dos grandes centros”. O verbete é descritivo e histórico, não avaliativo nem causal nesse ponto.
D
Errada
Incorreta porque amplia indevidamente o recorte temporal. O texto trata de práticas do passado e apresenta marco expresso até 1926; não alcança a atualidade. Portanto, a formulação “desde os tempos coloniais até a atualidade” não é sustentada pelo que foi dado.
E
Errada
Incorreta porque desvia o foco temático e generaliza sem apoio textual. O verbete trata de remédios, prescrições e práticas terapêuticas; não documenta cientificamente todas as enfermidades do passado histórico. O texto menciona apenas uma indicação específica, “infecções cutâneas”, o que está muito longe de um inventário completo de doenças.
Pegadinha da questão
A banca explora principalmente a confusão entre “evolução” como progresso valorativo e “evolução” como sucessão cronológica. Também tenta induzir extrapolações: transformar enumeração de profissionais em comparação, caráter histórico em atualidade e descrição de práticas em estudo científico de enfermidades.
Dica para questões semelhantes
  • Identifique primeiro os marcadores temporais do texto; eles costumam revelar a ideia global quando o texto é histórico-descritivo.
  • Não transforme menção de elementos em comparação, crítica ou explicação causal se o texto não fizer isso explicitamente.
  • Desconfie de alternativas com termos totalizantes como “todos”, “todas” e “até a atualidade” quando o texto tem recorte específico.
  • Em interpretação global, prefira a opção que resume o movimento do texto sem acrescentar julgamento ou alcance que ele não traz.

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Letra (b)


Há uma evolução cronológica nos termos:


Os remédios objetivavam muito mais a sintomatologia que a etiologia. A partir de 1837, houve adoção oficial do “Codex medicamentarius gallicus”, que vigorou no Brasil até 1926. Muitas vezes, entretanto, a população recorria à obra Medicina Doméstica, de Buchan, e, posteriormente, à de Chernoviz, bem como à homeopatia de Hahnemann, acabando por se automedicar

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