Policiais civis em diligência de campo abordam um indivíduo ...
No momento da abordagem, verifica-se que o suspeito cortou e destruiu a tornozeleira eletrônica com o objetivo exclusivo de furtar-se à fiscalização estatal e frequentar locais proibidos. Conduzido à Delegacia de Polícia, o conduzido confessa ter danificado a tornozeleira unicamente para evitar o rastreamento de sua localização.
Diante do quadro fático e do entendimento dominante na jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ), o Delegado de Polícia deve
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A alternativa (D) correta, sustenta que não há crime de dano qualificado nem de desobediência.
Bora com calma KKK
1. Crime de desobediência — art. 330 do CP
O descumprimento da medida cautelar de monitoramento eletrônico não configura automaticamente desobediência. O CPP prevê consequências processuais específicas para o descumprimento de medidas cautelares, especialmente no art. 282, § 4º, como a substituição da medida, a cumulação com outra ou, em último caso, a prisão preventiva, observados os requisitos legais.
2. Dano qualificado — art. 163, parágrafo único, III, do CP
A discussão está no elemento subjetivo. Segundo o entendimento jurisprudencial aplicado pela questão, a destruição da tornozeleira com a finalidade exclusiva de escapar da fiscalização não configura o crime de dano qualificado por ausência do animus nocendi, isto é, da intenção específica de causar prejuízo patrimonial.
3. Consequência prática
O Delegado não deve lavrar auto de prisão em flagrante pelos delitos mencionados apenas com base nesses fatos. Deve comunicar o descumprimento ao juízo processante, para que sejam avaliadas as consequências cautelares cabíveis.
Bizuuuu : romper a tornozeleira para escapar do monitoramento não significa, automaticamente, praticar dano qualificado ou desobediência.
Bons estudos e marchaaaa
LeoMaceddo
ardilosa
A danificação de tornozeleira eletrônica para evasão não configura o delito do art. 163, parágrafo único, III, do CP, por ausência de animus nocendi. Precedentes.2. Agravo regimental desprovido. (AgRg no REsp 1861044/RS, Rel. Ministro JOEL ILAN PACIORNIK, QUINTA TURMA, julgado em 28/04/2020, DJe 04/05/2020)
OBS: A utilização de tornozeleira eletrônica sem bateria suficiente configura falta disciplinar de natureza grave, nos termos dos art. 50, VI, e art. 39, V, da LEP. STJ, AgRg no AREsp 1.569.684/TO, 10/03/2020.
Gabarito: letra D.
A conduta de romper uma tornozeleira eletrônica com o objetivo de evadir-se do cumprimento de pena não configura o crime de dano qualificado contra patrimônio público (art. 163, parágrafo único, III, do Código Penal), por ausência de dolo específico voltado à destruição do bem (animus nocendi). O entendimento reafirma a necessidade de que a conduta do agente tenha como finalidade direta causar prejuízo patrimonial, o que não se verifica quando a motivação é a fuga.
STJ, AgRg no REsp n. 1.722.060/PE, 6ª Turma, Rel. Ministro Sebastião Reis Júnior, julgado em 13/08/2018, DJe de 13/08/2018.
Não houve animus nocendi.
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