Leia o caso a seguir. Uma psicóloga que atua em um Centro d...
Uma psicóloga que atua em um Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) acompanha uma usuária adulta vítima de violência doméstica, em atendimentos individuais e sigilosos. Durante uma reunião com a rede intersetorial a equipe solicita que a psicóloga compartilhe informações detalhadas sobre o conteúdo dos atendimentos alegando que tais dados seriam essenciais para orientar medidas protetivas mais assertivas. Entretanto, a usuária manifestou expressamente que não autoriza o repasse de informações de seus atendimentos permitindo apenas que sejam compartilhados dados gerais sobre risco atual, sem exposição de aspectos íntimos pessoais. A psicóloga reconhece a importância da articulação intersetorial prevista na Proteção Social Especial de Média Complexidade (PNAS) e no Sistema Único de Assistência Social (SUAS), mas também sabe que sua atuação é regida pelo Código de Ética Profissional do Psicólogo (Resolução CFP nº 010/2005), especialmente no que diz respeito ao sigilo profissional, ao respeito à autonomia da usuária, e ao manejo ético de informações.
Considerando o contexto do CREAS, os princípios éticos e a legislação vigente, a psicóloga mencionada no caso deve