A ruptura prematura de membranas na gestação ocorre quando ...
Qual é a principal complicação neonatal associada à rotura prematura de membranas (RPM) antes da viabilidade fetal (menos de 24 semanas)?
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Tema central: Rotura prematura de membranas (RPM) antes da viabilidade (<24 semanas) aumenta muito o risco de infecção ovular e de complicações decorrentes do oligodrâmnio prolongado. Entre as complicações com maior impacto imediato para o recém-nascido está a corioamnionite, que predispõe à sepse neonatal precoce.
Alternativa correta: A – Corioamnionite
A corioamnionite é uma infecção ascendente das membranas/âmnio-cório favorecida pela perda da barreira amniótica. Em RPM pré-viável, a latência prolongada eleva substancialmente o risco de infecção intra-amniótica, com resposta inflamatória fetal e sepse neonatal precoce, pneumonia e óbito perinatal. Diretrizes (ACOG PB PROM, RCOG Green-top 73, FEBRASGO) apontam infecção como a complicação mais frequente e clinicamente relevante na RPM, especialmente quando pré-viável. Observação importante: se “hipoplasia pulmonar” estivesse entre as opções, seria um forte candidato; não estando, a complicação mais diretamente associada e frequente é a infecção (corioamnionite), com repercussões neonatais claras.
Por que as demais não são a principal:
B – Hipoglicemia neonatal: ocorre por diabetes materno, RCF, asfixia ou sepse, mas não é específica da RPM pré-viável nem a complicação predominante nesse contexto. É consequência inespecífica e menos relacionada ao mecanismo central da RPM.
C – Displasia broncopulmonar (DBP): associada à prematuridade extrema e ventilação prolongada. A RPM pode indiretamente aumentar DBP via hipoplasia pulmonar/ventilação, mas não é a complicação principal imediata; depende da sobrevida e do curso neonatal. Infecção e sepse antecedem e são mais diretamente vinculadas.
D – Enterocolite necrotizante (ECN): também vinculada à prematuridade e instabilidade hemodinâmica. Embora possível, não é a complicação típica inicial da RPM pré-viável e tem incidência menor que a infecção nesse cenário.
Estratégia para a prova: Em questões de RPM <24s, pense em: 1) Infecção (corioamnionite/sepse neonatal); 2) Oligodrâmnio prolongado com risco de hipoplasia pulmonar. Se hipoplasia não estiver nas alternativas, aponte corioamnionite.
Clínica e diagnóstico úteis: Febre materna, taquicardia materna/fetal, dor uterina, líquido fétido, leucocitose sugerem corioamnionite. Na RPM: história de perda de líquido, teste do pH/nitrazina, cristalização (ferning), IGFBP-1/PAMG-1 e USG. Conduta pré-viabilidade é expectante com antibióticos para prolongar latência, vigilância rigorosa e interrupção se infecção (ACOG, RCOG, UpToDate, FEBRASGO).
Referências: ACOG Practice Bulletin PROM; RCOG Green-top 73; UpToDate – Previable PPROM; FEBRASGO – Assistência ao Parto Pré-termo.
Gabarito: A
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